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Esta semana, o Comité Olímpico Internacional (COI) baniu a Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, como punição pela manipulação de amostras de doping durante os Jogos Olímpicos de Socchi. No entanto, o COI vai permitir a participação dos atletas russos envergando a bandeira olímpica e só depois de satisfazerem uma lista exaustiva de critérios. Esta decisão é inédita e terá repercussões profundas no torneio olímpico de hóquei no gelo.

Primeiro Período: O que sobra depois do afastamento da Rússia?

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O torneio masculino já estava muito desfalcado pela ausência dos jogadores da NHL, devido a divergências financeiras entre a liga norte-americana e o COI. Agora pode perder muito mais. Os russos podem formar uma equipa envergando a bandeira olímpica, mas a KHL ameaçou não participar em caso de sanções à Rússia. Tal viria não só a prejudicar a Rússia, como também muitas outras seleções que tem jogadores a atuar na liga russa, como é o caso do Canadá e dos EUA. Com a ausência certa da NHL, a KHL passou a ser a primeira fonte de recrutamento destes países. Seleções como o Canadá, que já tinham um acordo com a KHL, ficam sem saber se podem contar com esses jogadores ou não. É uma indefinição que promete estragar a preparação de muitas equipas.

Isto retira o interesse do torneio olímpico de hóquei no gelo? De certa maneira, sim. A ausência da NHL já tinha retirado muito talento e isso ainda se agravará mais se a KHL não participar. Mas há um lado positivo. Temos sempre o torneio feminino, com a rivalidade entre EUA e Canadá ao rubro, e mesmo o torneio masculino pode beneficiar em termos de emoção, se bem que perde em qualidade. Como as coisas estão, qualquer seleção se pode tornar campeã olímpica. Não há favoritos.

Segundo Período: NHL avança para Seattle.

Seattle será a próxima paragem da NHL. Depois de ter sido anunciado durante a semana que a cidade do estado de Washington irá ter um novo pavilhão, Gary Bettman anunciou que a liga autorizou o Oak View Group a fazer um teste de mercado. O consórcio está autorizado a vender bilhetes de época para determinar a viabilidade de uma equipa de hóquei no gelo na cidade. Foi exatamente assim que começou o processo do nascimento dos Vegas Golden Knights, tal como o próprio Bettman admitiu à imprensa. A diferença em relação aos Golden Knights é o preço. O Oak View Group terá que pagar 600 milhões de dólares pela licença de expansão, 30% mais do que os Golden Knights (500 milhões). No espaço de poucos anos a NHL irá amealhar mais de 1 bilhão de dólares em duas expansões.

Ainda aqui há poucas semanas falávamos de Houston, que assim fica em stand-by. Na verdade, a NHL andava a namorar Seattle há muito tempo, mais cedo até que Las Vegas, mas a cidade não tinha pavilhão, nem donos estabelecidos. Quando isso mudou, a NHL não perdeu tempo e saltou para cima desta oportunidade de equilibrar as conferências (atualmente a Oeste tem uma equipa a menos). Ao lado de Houston na lista espera, continua Quebec City, cidade que espera há anos o regresso dos seus queridos Nordiques. A NHL sempre viu Quebec como uma opção de relocalização. Bettman deixou em aberto a opção de relocalização também para Seattle, mas o cenário ideal é mesmo a expansão, no entanto, dá sempre jeito ter várias opções, ainda mais numa altura em que há tantas franquias com o futuro incerto.

Gary Bettman Fonte: Sportsnet.ca
Gary Bettman
Fonte: Sportsnet.ca

O comissário apenas teve palavras reconfortantes para os Hurricanes, que foram vendidos esta semana. Bettman deixou claro que a saída dos Hurricanes da Carolina do Norte está fora de questão. Quanto às outras, ficou tudo no ar. A NHL continua investida nos Coyotes, os Islanders estão nas mãos das entidades públicas de Nova Iorque e os Senators já se começaram a mexer para pedir novo pavilhão. Nesta altura, tudo corre bem a Bettman. A NHL quebra recordes de lucros e o salary cap poderá chegar aos 80 milhões na próxima época. Com mais esta possível injeção de capital, estes números só podem subir. O mais curioso de tudo isto é o timing. O pavilhão estará construído em 2020, por volta da mesma altura em que o atual CBA chega ao fim. Mesmo com tudo a correr melhor que o previsto, os donos terão a coragem de tirar mais dinheiro aos jogadores?

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