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Cabeçalho modalidadesA temporada, que tem início no final de Março e termina em Dezembro, contará, em 2017, com 16 provas masculinas e 12 femininas.

Portugal já se movia no WPT, na categoria Challenger, com o Lisboa Challenger 2016, que teve lugar no Clube VII, em Lisboa, e onde foi possível ver em acção alguns excelentes jogadores de Padel, a disputar o circuito mundial. Portugal garantiu duas duplas no quadro principal: Diogo Rocha/João Bastos e Vasco Pascoal/Miguel Oliveira, que entraram no quadro como lucky losers. Apesar da histórica prestação portuguesa, o torneio foi vencido pelos primeiros cabeças de série, os espanhóis Matías Marina Artuso e Alejandro Ruiz Granados, que confirmaram o favoritismo, derrotando, na final, Rúben Rivera Serra e José Antonio Diestro.

Em 2017, confirma-se, segundo informação divulgada pela página World Padel Tour, que continuaremos a ver Padel de alto nível em solo português: será mantido o Lisboa Challenger, que caminha para a segunda edição, e Portugal avançará para a categoria Masters (a mais alta categoria de torneios do calendário internacional), com o Portugal Master.

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Marca na agenda…
O Lisboa Challenger será disputado entre os dias 22 e 28 de Maio, no Clube VII, sendo jogado em femininos e masculinos. Já o Portugal Master preenche os dias entre 18 e 24 de Setembro, em local a designar, jogando-se apenas na categoria masculina.

Calendário do circuito mundial de 2017 Fonte: WPT
Calendário do circuito mundial de 2017
Fonte: WPT

É sabido, por declarações das duplas portuguesas presentes no Lisboa Challenger 2016, que jogar “em casa” tem um sabor especial. Ter o apoio da família, dos amigos, dos fãs portugueses, que, apesar de quererem ver os seus ídolos mundiais, torcem pela vitória das duplas nacionais. O orgulho, a motivação e a dimensão emocional tomam conta dos atletas portugueses, que dizem sentir uma energia extraordinária, vinda das bancadas, diferente dos outros torneios que disputam.

A presença de Portugal no circuito mundial, com duas provas, uma delas na categoria mais alta, é, sem dúvida, um grande passo para dinamizar e dar a conhecer o Padel nacional, mas sobretudo para dar a conhecer aos portugueses o Padel mundial: a qualidade dos jogadores de topo, a exigência e a mentalidade que os move. Nós, não praticantes, teremos oportunidade de ver excelentes jogos de Padel, os jogadores portugueses terão oportunidade de ler o jogo dos grandes nomes do Padel, aprender com eles e continuar a lutar pela presença em lugares mais altos no ranking.

Confesso a minha grande curiosidade sobre o modo como estes dois eventos serão promovidos pela organização. Penso que, por vezes, muito do fracasso de alguns eventos desportivos das modalidades em Portugal se prende com problemas de comunicação e promoção. É verdade que a paixão pelo futebol está completamente enraizada na cabeça e, sobretudo, no coração dos portugueses; mas há muito valor nas modalidades, muitos atletas capazes de conquistas e sucesso. O Padel português, enquanto modalidade em crescimento, tem que aproveitar esta oportunidade e saber autopromover-se.

Há, na minha opinião, condições para o sucesso destes dois eventos, tudo dependerá da forma como forem explorados e geridos, no que toca, acima de tudo, à comunicação. É preciso fazer o break point e contrariar a tendência para a subvalorização das modalidades em Portugal!

Foto de capa: Federação Portuguesa de Padel

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