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Mundial de Rugby: Quartos de final sem surpresas

Marco Minelli · 3 min

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Há cerca de um mês desembarcaram no Japão vinte seleções para disputar o mundial de Rugby. Número este que se viu reduzido a quatro equipas com a realização dos quatro jogos a contar para os quartos de final, no passado fim de semana.

No primeiro jogo, entre ingleses e australianos, a seleção da rosa foi superior. Apesar do domínio territorial e de posse Wallabie, a Inglaterra impôs a sua dinâmica de jogo intensa e eficaz, dificultando a manobra ofensiva da Austrália. Os ensaios de Johnny May (2), Kyle Sinclair e Anthony Watson aliados à eficácia de Owen Farrell no que toca à conversão de pontapés aos postes, ditaram vitória inglesa por 40-16.

Destaque para a excelente exibição do terceira linha inglês Tom Curry, ao realizar 17 placagens e um turnover.

Tom Curry (nº6 inglês), o melho em campo, e David Pocock no seu último jogo internacional
Fonte: Rugby World Cup

Com esta participação falhada no campeonato do mundo, o selecionador australiano Michael Cheika já sabe que não continuará a orientar a seleção do seu país.

No jogo mais aguardado dos quartos de final, aquele que opunha Nova Zelândia e Irlanda, os bicampeões mundiais confirmaram o seu favoritismo. Uma Irlanda com fragilidades defensivas permitiu aos neozelandeses adiantarem-se no marcador desde cedo, através de dois ensaios de Aaron Smith e outro de Beauden Barrett, facilitando assim a tarefa à equipa do Pacífico. Os All Blacks mostraram um rugby muito pragmático, utilizando toda a largura e profundidade do terreno, enquanto que a Irlanda apresentou um jogo muito curto, de primeiro canal, com dificuldades em alargar o perímetro de jogo.

Beauden Barret foi o homem do jogo
Fonte: Rubgy World Cup

Os irlandeses apenas conseguiram dois ensaios tardios, um de Robbie Henshaw e um ensaio de penalidade. A história repete-se. A Irlanda, em nove edições do campeonato do mundo de Rugby, nunca atingiu as meias finais.

Com esta derrota pesada (46-14), despedem-se o capitão Rory Best, que anunciou o fim da sua carreira, e o selecionador Joe Schmidt, que vai abandonar o cargo de treinador da Irlanda.

No segundo França – País de Gales do ano, foram os franceses a tomar conta do jogo na primeira parte. O domínio gaulês nos primeiros quarenta minutos traduziu-se em três ensaios de Sebastien Vahaamahina, Charles Ollivon e Virimi Vakatawa. O País de Gales mostrava grandes dificuldades em progredir territorialmente e afastar o jogo da sua área de 22 metros. Os britânicos apenas marcaram um ensaio, através do flanqueador Aaron Wainwright.

A segunda parte ficou fortemente marcada pelo lance do minuto 49, que valeu a expulsão a Sebastien Vahaamahina. A partir do momento em que os franceses se viram reduzidos a 14 elementos, a estratégia mudou. O jogo ao pé foi mais utilizado, de modo a manter a vantagem (19-10 venciam os franceses no momento da expulsão) e a afastar a bola da zona de perigo francesa. O jogo galês continuava muito previsível, com pouco progresso territorial, até que um roubo de bola de Tomos Willliams a cinco metros da linha de ensaio francesa, permitiu a Ross Moriarty, num pick and go, fazer o toque de meta decisivo. Com a conversão do ensaio, os galeses fixaram o resultado em 20-19 a seu favor.

O momento do ensaio que garantiu a vitória galesa
Fonte: Rugby World Cup

Com este resultado, o País de Gales enfrentará a África do Sul na meia final. Sul-africanos que venceram a equipa da casa, o Japão, por expressivos 26-3, num jogo que apenas se decidiu na segunda parte.

Após o equilíbrio da primeira parte (5-3 ao intervalo), os japoneses foram penalizados pela sua indisciplina que permitiu a Handre Pollard adiantar os africanos no marcador. Nos últimos quinze minutos ainda houve tempo para mais dois ensaios da autoria de Faf de Klerk e Makazole Mapimpi, que com o ensaio marcado na primeira parte, ao aproveitar um erro de palmatória na placagem de Yo Tamura, bisou.

Makazole Mapimpi foi uma ameaça constante para as linhas atrasadas japonesas
Fonte: Rugby World Cup

No próximo fim de semana serão disputados, em Yokohama, os dois jogos referentes às meias finais. Destes quartos de final saíram o Inglaterra – Nova Zelândia e o País de Gales – África do Sul, que vão encontrar os dois finalistas da competição.

Foto de Capa: Rugby World Cup

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Marco Minelli

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