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Mundial Rugby’2015: O Mundo aos pés dos All Blacks

Ana Cristina Silvério · 3 min

Mundial Rugby’2015: O Mundo aos pés dos All Blacks

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E vão três! A selecção da Nova Zelândia derrotou a sua congénere australiana num grande jogo de rugby e conquistou o seu terceiro Campeonato Mundial, isolando-se no topo da lista de selecções com mais títulos mundiais. Já no jogo que determinou o terceiro e quarto lugares da prova, a África do Sul derrotou a Argentina e assumiu o terceiro posto.

Numa partida onde os Pumas foram forçados a realizar diversas alterações à sua formação inicial, em virtude de várias baixas por lesão, e onde os Springboks se viram órfãos do seu capitão Fourie du Preez, também lesionado, começaram melhor os sul africanos que, aos seis minutos de jogo, já lideravam a partida, depois de um ensaio marcado por JP Pietersen e devidamente convertido por Handrè Pollard. Este último marcaria ainda três penalidades na primeira parte, que fixavam o resultado ao intervalo em 16-0. A Argentina tinha mais posse de bola e maior domínio no terreno de jogo, mas não conseguia perfurar a muralha defensiva dos sul africanos que, uma vez mais, se apresentava muito consistente.

A segunda parte abriu com um pontapé de ressalto por Nicolás Sánchez, que despertou os Pumas, mas não por muito tempo – logo no minuto seguinte Eben Etzebeth marcou o segundo ensaio dos Springboks e dava a partida como ganha. Os argentinos ainda viriam a diminuir a superioridade da África do Sul, através de um ensaio na bola de jogo concretizado por Juan Pablo Orlandi, que de pouco serviu – a vitória Springbok já estava assegurada.

A África do Sul conquistou uma justa medalha de bronze neste mundial. Os argentinos não conseguiram igualar a sua melhor classificação de sempre num Campeonato do Mundo, mas apresentaram-se em alto nível e têm razões para voltar para casa com um sorriso no rosto.

Os Springboks, capitaneados por Victor Matfield, confirmaram o favoritismo e asseguraram o terceiro lugar Fonte: Facebook Rugby World Cup
Os Springboks, capitaneados por Victor Matfield, confirmaram o favoritismo e asseguraram o terceiro lugar
Fonte: Facebook Rugby World Cup

Na grande final defrontaram-se dois países irmãos: Nova Zelândia e Austrália, com dois títulos mundiais cada, lutaram numa final inédita por um terceiro troféu que isolaria uma das selecções no topo da hierarquia mundial.

O jogo começou com maior ascendente dos All Blacks que desde cedo assumiram um risco sempre calculado. Os Wallabies entraram algo apáticos e viram Dan Carter – quem mais! – inaugurar o marcador na conversão de uma penalidade. A vantagem neo-zelandesa duraria pouco, Bernard Foley, através de um grande pontapé, viria a repor a igualdade. As duas selecções queriam ganhar mas não davam mostras de querer grandes aventuras e, ainda que os All Blacks imprimissem mais velocidade no jogo, ganhassem mais metros, pressionassem mais…

A verdade é que, na hora de transpor essa superioridade em pontos a equipa comandada por Steve Hansen claudicava e o ensaio teimava em não aparecer. Mas, e duas penalidades assinadas por Dan Carter depois, um grande mergulho de Milner-Skudder marcava o primeiro ensaio do jogo e permitia aos All Blacks dispararem no marcador. O intervalo chegaria com um 16-3 favorável aos neo-zelandeses que dominaram totalmente a primeira parte, frente a uns australianos nervosos e reféns da sua própria táctica.

O reinício do jogo não podia correr melhor à Nova Zelândia, Ma’a Nonu quebra a linha e… Ensaio! O jogo estava cada vez mais confortável para os All Blacks que entravam na segunda parte tal e qual como haviam saído da primeira: a dominar todas as acções de jogo. Mas a reacção australiana – que tardou! – fez-se sentir através de um ensaio de David Pocock, pouco depois de uma placagem mal aplicada por um jogador neo-zelandês.

O ensaio permitiu à equipa de Michael Cheika repor as ideias e a esperança renasceu. O segundo ensaio Wallabie estava escrito nas estrelas e não tardou a aparecer: Kuridrani foi o homem do momento, após passe de Drew Mitchell. 21-17, os All Blacks viam a sua vantagem ser cada vez mais curta e qualquer erro poderia ser fatal às suas aspirações. Foi então que reapareceu Dan Carter, a executar um drop goal – e uma penalidade pouco depois – e a superioridade neo-zelandesa voltaria a ser reposta. Os minutos passavam, o final da partida estava cada vez mais próximo, o ritmo de jogo era alucinante e só uma correria estonteante de Beauden Barrett colocava um ponto final no vencedor da partida, com a consequente transformação de Dan Carter. Já não restava qualquer dúvida, a Nova Zelândia era campeã mundial!

Foto de Capa: Facebook Rugby World Cup

Ana Cristina Silvério

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