O derby da ilha sul voltou a Dunedin, dois anos depois. Na temporada passada, este clássico não se disputou no Forsyth Barr Stadium devido aos ataques terroristas que tiveram lugar em Christchurch.

Em campo, o resultado de 20-40 a favor dos Crusaders não espelha o que se passou sob o olhar de quase 30.000 adeptos, uma vez que os tricampeões do Super Rugby apenas conseguiram dominar o jogo e garantir a vitória na reta final do mesmo.

Numa fase inicial da primeira parte, os Crusaders conseguiram garantir o controlo do jogo, culminando, esta fase, com o ensaio de Will Jordan. Não obstante, os Highlanders não tardaram em equilibrá-lo, acabando mesmo por passar para a frente do marcador, através dos ensaios de Shannon Frizell e Ngani Punivai.

Destaque para o ensaio do flanqueador dos Landers, ao fazer um carry absolutamente fantástico. Já Aaron Smith foi o líder da manobra da equipa da casa. Nota para o seu transporte de bola e para a quebra de linha que originou o ensaio do ponta Ngani Punivai.

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Apesar da desvantagem de 17-14 ao intervalo, os Crusaders não tardaram em responder na segunda parte, por meio de Tom Christie. Mais tarde, os Highlanders tiveram a oportunidade de passar para a frente do marcador, mas Jona Nareki decidiu não libertar a bola numa situação de ensaio iminente, acabando por perder o controlo da oval.

Este momento foi crucial, sendo que, nos restantes minutos de jogo, sem Aaron Smith em campo, os Crusaders conseguiram dominar nos capítulos da posse e do território. Como tal, os ensaios não demoraram a surgir. Nos vinte minutos finais foram três, sendo estes da autoria de Sevu Reece, Tom Christie e Will Joardan.

Os Crusaders permanecem assim invictos na competição, recebendo, no próximo sábado, os Blues que, à semelhança da franquia de Christchurch, só somam vitórias. Os Highlanders, por seu turno, terão de melhorar o aspeto disciplinar. Foram completamente arrasados na formação ordenada e a abordagem ao breakdown não foi a melhor. Foram 13 as penalidades concedidas pelos Landers, número que contrasta com as sete dos homens de Scott Robertson.