Última horaJá está definida a final da Taça Sul-Americana
Publicidade

A classe de Federer predomina em Miami

Duarte Vieira Silva · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Miami Open é um dos torneios com mais relevância do circuito mundial de ténis. Logo após Indian Wells, este evento realiza-se de 18 a 31 de março e reúne os melhores jogadores e jogadoras da atualidade. Expectativas elevadas, ansiedade por grandes partidas e um desconhecimento por quem iria erguer o troféu eram algumas das caraterísticas que surgiam dias antes do início da prova.

Os amantes da modalidade tinham vários palpites, uns pensavam que Djokovic ia mostrar que a precoce queda, na semana anterior, era só um percalço, outros acreditavam que ia ser um tenista da Next Generation a sorrir e os fãs de Roger Federer diziam que o helvético ia vingar-se da derrota na final do BNP Paribas Open.

O torneio masculino começou com grandes encontros, o vencedor de Indian Wells, Dominic Thiem, foi eliminado na ronda inaugural por Hubert Hurkacz, o veterano David Ferrer (tenista que se vai reformar esta época) eliminou o segundo favorito, Alexander Zverev, e Novak Djokovic, primeiro cabeça de série, perdeu novamente contra Roberto Bautista Agut, depois de estar a ganhar por um set e um break. Chegávamos às meias-finais e estavam em provas duas das maiores promessas do ténis mundial, os canadianos Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime, o campeão de 2018 e norte-americano John Isner e o campeonissímo Roger Federer.

Isner venceu Felix (com apenas 18 anos) pelos parciais de 7-6 e 7-6, depois do tenista mais novo desperdiçar a oportunidade de servir para fechar ambos os sets. Na outra meia-final, o suíço eliminou Shapovalov com uma exibição arrasadora, por 6-2 e 6-4, no final do encontro, o canandiano afirmou que Roger Federer era o melhor de todo os tempos e não tinha nenhum ponto fraco. Na final, John Isner tentou revalidar o seu título mas sem sucesso, o Maestro ganhou com alguma facilidade, pelo resultado de 6-1 e 6-4. Roger Federer , considerado o melhor tenista de sempre, conquistou o seu 101º título da carreira e já só faltam 8 para alcançar os 109 troféus de Jimmy Connors.

Vencedor: Roger Federer

Revelação do torneio: John Isner

Jovem Promessa em destaque: Felix Auger-Aliassime

Djokovic é eliminado, de novo, precocemente
Fonte: Miami Open

No evento feminino havia muita curiosidade e suspense em relação à vencedora, algumas das candidatas ao título foram eliminadas nas primeiras rondas, levantando a possibilidade de uma nova jogadora erguer o troféu. Elina Svitolina foi eliminada, no seu  primeiro encontro, pela chinesa Quiang Wang, depois da final de Indian Wells, Bianca Andreescu voltou a derrotar Angelique Kerber e a Naomi Osaka, principal cabeça de série, perdeu frente a Su-Wei Hsieh.

Nas meias finais tínhamos dois encontros muito distintos, a primeira era um encontro pouco esperado entre Ashleigh Barty e Anett Kontaveit, do qual a australiana saiu vencedora por 6-3 e 6-3 e na metade inferior do quadro, Karolina Pliskova eliminou Simona Halep, pelos parcias de 7-5 e 6-1, num encontro muito aguardado pelos amantes de ténis feminino.

No derradeiro encontro, Barty venceu a checa Pliskova, de forma a vencer o seu primeiro grande título no circuito WTA. Temos de realçar que o cicuito WTA realizou 12 torneios esta época e teve 12 vencedoras diferentes, o que demonstra a grande competitividade e incerteza no ténis feminino.

Vencedora: Ashleigh Barty

Revelação do torneio: Su-Wei Hsieh

Jovem promessa em destaque: Anett Kontaveit

Barty vence o Miami Open
Fonte: WTA

Foram duas semanas com muito ténis, emoção e grandes encontros que cumpriram todas as expectativas propostas pelos fãs da modalidade. Nesta semana, irá apenas haver a realização de provas no cicuito feminino, em Monterrey e Charleston.

Foto de Capa: Miami Open

Duarte Vieira Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.