ATP 250 Estoril Open 2021 #2 | Marin Cilic derrota exibição fantástica de Nuno Borges

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Nesta fase do torneio, os principais cabeças-de-série iriam entrar pela primeira vez em court no Estoril Open deste ano.

A ronda começou na quarta-feira com o Kevin Anderson a derrotar Roberto Carballes Baena, que beneficiou da desistência de Kei Nishikori, um dos nomes mais fortes do torneio, para entrar no Quadro Principal (QP) como Lucky Loser. Sendo Carballes Baena um especialista de terra batida, e tendo em conta o nível apresentado por Kevin Anderson na última ronda, este encontro antevia-se equilibrado. Ainda assim, e mesmo com umas condições mais lentas, Kevin Anderson acabou por conseguir ultrapassar o seu adversário em dois sets. O sul-africano esteve sólido no serviço e esse foi um ponto chave para vencer o encontro. Kevin Anderson apenas deixou fugir um dos seus jogos de serviço, num momento em que servia para fechar o encontro e onde, por isso, os nervos se apoderaram um bocadinho dele, mas, depois disso, acabou por fechar o encontro no tie-break.

O segundo encontro da ronda envolveu um português, Nuno Borges, e um vencedor de um Grand Slam, Marin Cilic. Nuno Borges, no dia seguinte a disputar, e vencer, o seu primeiro encontro de sempre em quadros ATP, tinha aqui um teste de fogo ao seu bom momento de forma.

O tenista da Maia entrou visivelmente nervoso e deixou a liderança do set cair para o lado de Cilic que, a ganhar por 5-2, teve à sua disposição quatro set points. Nuno Borges conseguiu eliminá-los todos, o que o acabou por galvanizar. A partir deste momento, o Nuno virou o jogo a seu favor e acabou por vencer o primeiro set no tie-break.

Os outros dois sets acabaram por ter uma história semelhante, dois breaks tardios em cada uma das partidas acabaram por definir o encontro. O jogo foi sempre equilibrado e pareceu sempre ao alcance de qualquer um dos tenistas, mas a maior experiência de Marin Cilic acabou por ser determinante para o croata levar de vencido um encontro no qual, certamente, não esperaria enfrentar tantas dificuldades. Por parte de Nuno Borges, fica por aqui a melhor semana da carreira do jovem jogador da Maia que de certeza que retirou ótimas sensações e pontos muito importantes desta semana.

O terceiro encontro do dia foi o mais desequilibrado, Davidovich Fokina esteve praticamente perfeito nos dois principais capítulos do ténis, o serviço e a resposta, e “limpou” o encontro frente a Chardy em menos uma hora, com os parciais de 6-1 6-2. Davidovich Fokina garante, assim, o lugar nos quartos-de-final e fica a uma partida de igualar o registo de 2019 aqui no Estoril Open, onde foi semifinalista.

No último embate da jornada de quarta-feira, e em contraste com o encontro anterior, decorreu uma partida, entre Ugo Humbert e Marco Cecchinato, muito equilibrada e com vencedor incerto até próximo do final. Sendo um jogador muito ofensivo e explosivo, Ugo Humbert tem como preferência as superfícies mais rápidas onde consegue criar mais mossa no adversário, ao passo que o seu adversário tem características que assentam melhor em terra batida, por isso, e apesar de que a diferença no ranking pudesse apontar para o contrário, Cecchinato partia como ligeiro favorito para vencer o encontro.

A história do encontro pode ser dividida em dois capítulos, os dois primeiros sets e o terceiro. Nos primeiros dois sets, a partida foi decorrendo ao ritmo do serviço sem que o jogador que estava a responder pudesse ameaçar muito cada jogo de serviço e, no final de cada um dos parciais, acabou por cair um break que definiu o set, no primeiro foi para Humbert e no segundo para Cecchinato. Nestes primeiros sets, para além das oportunidades concretizadas de break, existiram apenas mais dois break points.

No terceiro set, os erros, também fruto do cansaço, começaram a aumentar e as oportunidades a surgir, se nos dois primeiros sets existiram apenas quatro break points, apenas no terceiro existiram nove oportunidades de break, das quais três foram aproveitadas. Neste último parcial, venceu o jogador que foi mais eficaz e que cometeu menos erros do que o adversário, e esse jogadro foi Ugo Humbert, que garante a vaga para os quartos-de-final pela segunda vez esta época.

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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