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ÚLTIMA HORA:

ATP 250 Estoril Open #3: Final mais jovem de sempre à sétima edição

Era com cinco cabeças-de-série ainda em competição que arrancavam, no Estoril, uns quartos-de-final disputados sob um sol radiante que tornava as condições de jogo bem rápidas.

QUARTOS-DE-FINAL

CAMPEÃO SEGUE TRANQUILO RUMO ÀS MEIAS

No primeiro duelo dessa fase do torneio, foi sem sobressaltos e fazendo a melhor exibição da semana que, o detentor em título, Albert Ramos-Vinolas bateu o ex top dez mundial o madrileno Fernando Verdasco. O sexto pré-designado foi sempre muito mais: intenso, afoito e concreto, vergando por um duplo 6-2 a pouca resistência oferecida por Verdasco que capitulou de forma evidente num duelo em que a forte e possante direita do catalão foi a pancada chave.

BAEZ ULTRAPASSAVA GASQUET RUMO À SEGUNDA MEIA FINAL DA CARREIRA

No frente a frente entre Richard Gasquet vencedor da edição de 2015 e o jovem tenista das pampas Sebastian Baez de apenas 21 anos, assistir-se-ia a um face a face que mostraria um autêntico contraste de estilos. Com o veterano a começar melhor adiantando-se para 1-5, foi de modo súbito que Seba alterava a estratégia , canalizando jogo sob a esquerda do “petit Mozart”. Com as melhorias a serem evidentes aquando da utilização desta nova cambiante tática, e se a mesma já não alteraria o desfecho da primeira partida, cedida por 3-6, desempenharia papel crucial para a fácil conquista da segunda por 6-1. Já num terceiro parcial onde imperou um jogo típico desta  superfície, seria Baez a revelar uma maior frescura física e mental, triunfando com um decisivo break obtido ao nono jogo por 6-4.

TIAFOE CONTINUAVA A DESAFIAR O FÍSICO

Numa contenda entre atletas que militavam no Top 30 mundial: o espanhol e recente finalista em Monte Carlo, Alejandro Davidovich Fokina e o norte-americano Frances Tiafoe, qualquer um deles presenças habituais em terras de Cabral, o equilíbrio seria nota dominante de um set decidido no tie-break, com o mesmo a ser embolsado por Frances o mais consistente nesse jogo decisivo. Já no segundo, e com Fokina a granjear um avanço de 2-5, parecia iminente uma derradeira partida. Com Tiafoe a jogar no tudo ou nada, fruto de ter uma imperativa necessidade de encurtar a duração dos pontos  devido a problemas respiratórios, foi então que esse pouco ritmo começou a baralhar o castelhano que acabaria por vencer o set, mas não sem antes ver o jogador da Flórida igualar a cinco, 5-7 seria o resultado. Já no terceiro, era novamente o atleta de ascendência nórdica a adiantar-se com o break de vantagem a 2-5, só que o finalista de 2018 operaria um autêntico  milagre, e impulsionado pelo público , somaria cinco jogos sem resposta, e ao fim de aproximadamente três horas vergaria o jogador de Málaga.

FÉLIX BATIDO SEM APELO NEM AGRAVO

A maior surpresa da jornada seria a inequívoca derrota do tenista mais cotado a pisar os courts do Clube de Ténis do Estoril nesta edição, o canadiano Felix Auger-Aliassime, derrotado pelo filho de um ex vencedor do Open da Austrália, Petr Korda.

Dominando de fio a pavio, Sebastian Korda mereceu por completo uma vitória mais que esclarecedora , e por duplo 6-2 provou que a terra batida é o piso menos bom do número 10 ATP que levou uma lição do contemporâneo que assinava a maior vitória da carreira.

MEIAS-FINAIS

E PORQUE NÃO ELE?

A primeira meia final entre Ramos e Baez oferecer-nos-ia um duelo entre dois verdadeiros terráqueos, com o encontro a ser extremamente interessante, sendo que o mais jovem faria um break único que lhe daria a conquista da partida inaugural. O segundo manteria toda a riqueza técnico-tática do primeiro, mas veria ser-lhe adicionada uma dose extra de pontos ganhantes, com a decisão a sorrir ao detentor do título num tie-break alucinante. Já o terceiro seria de sentido unilateral, com o argentino a rubricar a segunda final do ano e da carreira, oferecendo um “pneu” ao opositor.

TIAFOE: UM JOGADOR COM SETE VIDAS

O segundo finalista seria oriundo dos EUA e sairia do duelo entre Tiafoe e Korda. Com o mais jovem a revelar mais calma, frescura e lucidez , fecharia o set primeiro por 4-6. Conquistando uma quebra de serviço prematura, tudo parecia conjugar-se para a continuidade de Korda sem ceder sets até ao encontro derradeiro, mas e com uma desvantagem de 2-5, eis que Tiafoe  acordou, e com a famosa pressão  a condicionar e de que forma as opções de Sebastian, foi de forma surpreendente que Frances acabaria por recuperar e vencer um set praticamente perdido, fazendo-o com recurso a um tie-break jogado de forma eximia. Com a terceira partida a ser de desfecho tudo menos previsível, seria o teoricamente mais desgastado a provar o contrário, e com uma absurda capacidade física , vinda sabe-se lá de onde, acabou por assinar um triunfo daqueles bem improváveis, arrebatando o parcial por 6-4, em mais uma épica maratona.  Será ele capaz fisicamente de aguentar o exigente embate de atribuição do título?

Para o saber terá de ficar na companhia do  seu BNR, pois traremos um resumo sobre a final de mais uma edição do maior torneio luso da modalidade.

Até lá já sabe, fique bem, sempre na melhor companhia!

Foto de Capa: Estoril Open

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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