ATP Cup | Rússia com nota 10 de 10

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MEIAS-FINAIS

Nas meias-finais, o alinhamento era pré-estabelecido e já sabíamos que o vencedor dos grupos A e B iriam disputar as meias-finais da ATP Cup com os vencedores dos grupos D e C, respetivamente. Quer isto dizer que para as meias-finais tivemos Alemanha vs Rússia e Espanha vs Itália.

As meias-finais tiveram decursos bastante similares, onde todos os singulares foram equilibrados, mesmo aqueles que poderíamos não estar à espera, como foi o caso de Struff vs Rublev. Este encontro, que acabou por cair para o russo, teve algumas peripécias e esteve longe de ser tão tranquilo como Rublev poderia antecipar, Struff chegou mesmo a estar em vantagem de um set a zero, foi uma prestação muito positiva do alemão que, no fim, com maior pressão, acabou por sucumbir aos pés de um jogador com bastantes mais pergaminhos. Mas, apesar deste equilíbrio geral nos singulares, todas estas partidas acabaram por cair para as mesmas seleções, a Rússia e a Itália. Com as vitórias de Rublev e Medvedev, e Fognini e Berrettini, russos e italianos, frente a Struff e Zverev, e Carreño Busta e Bautista-Agut, respetivamente, as meias-finais acabaram por ficar decididas aqui, sem que se precisasse de disputar os pares.

FINAL

O alinhamento estava definido, íamos ter um duelo entre a Rússia e a Itália. Olhando para os nomes de cada lado, era notório que a Rússia teria o ascendente, pela mesma razão pela qual foi vencendo todos os embates até aqui: tem, a jogar singulares, dois dos melhores jogadores do mundo nesta superfície.

Tendo em conta o, particular, valor de Medvedev, a grande esperança transalpina seria Fognini vencer primeiro singular frente a Rublev o que lhes asseguraria, pelo menos, a discussão da final nos pares onde os italianos teriam uma claríssima hipótese de vencer os russos. Por outro lado, os russos saberiam que, assegurando este primeiro singular, muito dificilmente Medvedev se deixaria ultrapassar por Berrettini.

Ora, no primeiro singular, Rublev teve uma supremacia de tal ordem que, imagino eu, rapidamente as esperanças italianas se foram esmorecendo. O russo foi mesmo muito superior e venceu Fognini de forma esclarecedora por 6-1 6-2, em apenas uma hora de encontro. A última esperança para os italianos seria que Berrettini fosse capaz de tirar um coelho da cartola, e que coelho, e vencer Medvedev.

Também esta tarefa hercúlea rapidamente caiu por terra. Num jogo equilibrado, foram as duas belíssimas entradas de Medvedev em cada um dos sets que acabaram por fazer a diferença, em ambos fez o break no segundo jogo de serviço do italiano. Berrettini até teve a força mental para se manter perto do resultado, mas acabou por não ter muitas oportunidades para fazer break e as que teve não aproveitou. Era um jogo dificílimo para o italiano e, se no segundo parcial quebrou por completo depois do break, pode, até, ficar contente com a prestação que teve no primeiro. Para a História da ATP Cup fica o 6-4 6-2.

Para a História, fica também a extraordinária prestação da Rússia alavancada, a 100%, pelos singulares. Em dez partidas de singulares venceram as dez e, assim, nunca precisaram dos pares para levar de vencida qualquer seleção.

Foto de Capa: ATP Cup

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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