Novak Djokovic venceu este domingo o ATP Masters 1000 de Cincinnati, o único torneio da categoria que ainda não possuía no seu palmarés. Com esta conquista, o sérvio torna-se no primeiro tenista da história do ténis mundial, a nível individual, a ter conquistado todos os torneios da categoria ATP Masters 1000 ao longo da carreira, celebrando desta forma o denominado “Career Golden Masters”.

O tenista sérvio venceu na final do torneio, Roger Federer em dois sets, por duplo 6-4 em 1h25 de jogo. O encontro começou bastante equilibrado, com ambos os tenistas a manterem os seus jogos de serviço até meio do set, altura em que Djokovic quebrou pela primeira vez o suíço e passou para a frente do marcador por 4-3, não tendo mais descolado da liderança e fechando o primeiro parcial por 6-4. No segundo set, Federer entrou melhor e conseguiu um break madrugador, quebrando o serviço de Djokovic logo no primeiro jogo de serviço do sérvio, chegando a liderar por 2-0 e a poder servir para fazer o 3-0. Djokovic após ser quebrado, conseguiu responder na mesma moeda ao suíço, quebrando-lhe o serviço. Após isto, ambos mantiveram os seus jogos de serviço e quase que como um “déjà vu” do primeiro set, o sérvio voltou a quebrar o serviço de Federer a meio do set, fazendo o 4-3, limitando-se depois a gerir os restantes jogos de serviço, até fechar o encontro por 6-4. Durante a final houve bons pontos de parte a parte, ainda que com bastantes erros não forçados de Federer, o que não retira o mérito a Djokovic que através da sua grande capacidade defensiva, obriga os adversários a trabalhar mais na construção dos pontos, surgindo naturalmente mais erros não forçados. Com esta vitória, Novak Djokovic dilata a sua vantagem no confronto direto com Roger Federer, havendo nesta altura 24 vitórias para o sérvio e 22 para o suíço, em 46 encontros disputados entre ambos.

Apesar da rivalidade, existe um enorme respeito entre Djokovic e Federer
Fonte: ATP World Tour

Nos caminhos até à final, Djokovic realizou cinco encontros, tendo levado quatro deles a três sets, exceção feita ao encontro da primeira ronda com o norte-americano Steve Johnson, em que Djokovic venceu em apenas dois sets. Pelo caminho ficaram sucessivamente Adrian Mannarino, Grigor Dimitrov (campeão em 2017), Milos Raonic e Marin Cilic (campeão em 2016). Por sua vez, Federer teve um percurso mais agradável, desde logo porque era o cabeça de série nº 2, ficou isento da 1ª ronda, tendo depois nas rondas seguintes vencido Peter Gojowczyk e Leonardo Mayer em dois sets, antes de defrontar nos quartos de final o seu compatriota Stan Wawrinka que o obrigou a aplicar-se e a ir a um terceiro set. Nas meias final o suíço defrontou David Goffin, tendo o tenista belga desistido no segundo set, após já ter perdido o primeiro. 

O ATP Masters 1000 de Cincinnati contou como é habitual em eventos desta categoria com a presença da grande maioria dos melhores tenistas da atualidade, tendo presente praticamente todo o elenco do top 10 mundial, exceção feita ao líder do ranking, Rafael Nadal que desistiu alegando cansaço após vencer o ATP Masters 1000 do Canadá e Dominic Thiem que se lesionou antes de competir no torneio. 

Djokovic com esta vitória soma o 31º título na carreira em ATP Masters 1000, o que o faz reaproximar do recorde de 33 títulos que estão na posse do seu rival, Rafael Nadal. O sérvio conquista ainda o seu 70º título na carreira e sobe quatro lugares no ranking ATP para o 6º posto.

Foto de Capa: ATP World Tour

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