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João Sousa perdeu na madrugada de Quarta para Quinta feira frente a Andy Murray por 6/3 e 6/4. Um bom resultado para um tenista português dentro do top50 que está a iniciar agora a sua temporada.

O tenista vimaranense jogou bem, mas foi perdendo terreno à medida que a partida ia avançando, tal como esperado. O ritmo de Murray é diferente e foi isso que Sousa admitiu no final: que “os detalhes fizeram a diferença”. Ainda assim, face à semana anterior, em que perdeu por 6/1 e 6/0 frente a Nadal, a evolução foi notória.

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Foi este resultado surpreendente? Não, e por uma questão simples. O trabalho não traz surpresas, e conhecendo o público especializado em ténis o trabalho de João Sousa, sabia que o tenista português iria ter nesta fase um bom momento de forma que o poderia fazer sonhar com voos mais altos. Para já, João Sousa garantiu os mesmos pontos face ao ano passado neste torneio, e isso é importante, visto que, como aqui referi num artigo anterior, os portugueses sofrem sempre no ano seguinte ao de grande sucesso, pelo que ir conseguindo os mesmos pontos de 2013 é desde logo um bom resultado.

João Sousa e Andy Murray Fonte: Record.xl.pt
João Sousa e Andy Murray
Fonte: Record Online

O próprio Andy Murray referiu no final da partida estar surpreendido com o nível de jogo de João Sousa, pela sua agressividade na rede. Esta evolução revela não só que Sousa sabe o que é preciso fazer para surpreender os tenistas de top, os tenistas que, como referiu, têm um ritmo diferente do seu, mas também que não tem medo de o fazer.

A estrutura em que está envolvido, com o acompanhamento diário de um técnico que sabe e conhece bem o significado da palavra “trabalho”, levam a que João Sousa tenha tudo para poder dar o salto.

E o que é o salto? Claramente o top30 começa a ficar nos horizontes de todos os que seguem João Sousa. Neste momento, Sousa tem neste ATP500 de Acapulco os mesmos pontos do ano passado, quando perdeu frente a Santiago Giraldo, e na semana seguinte vai jogar o Masters 1000 de Indiana Wells, onde não tem pontos a defender.

De seguida, jogou o Masters 1000 de Miami, onde tem dez pontos a defender de uma primeira ronda, tendo aí um caminho em aberto. Bem sabemos que Masters 1000 não são propriamente torneios fáceis; no entanto, um bom sorteio aliado a uma exibição ao nível daquelas a que João Sousa nos tem proporcionado.

Neste momento, o 30º classificado do ranking ATP, Florian Mayer, tem 1245 pontos e, 14 lugares abaixo, João Sousa segue com 991. É possível, mas… lá está, o trabalho está na base do sucesso e como tal não devemos esperar milagres. Devemos esperar a continuação deste método com esta estrutura e cujos resultados estão à vista.

Força, João. Nós acreditamos!