Este torneio de Miami, o segundo de 2018 na série Masters 1000, na incursão já habitual nesta fase da época de piso rápido na América do Norte e discutido sobre o piso rápido do Crandon Park Tennis Center, em Key Biscane, numa edição que fica marcada como a última edição discutida neste local.

Foi um torneio repleto de surpresas e de alegrias para o ténis nacional, mostrando um incremento gradual de forma do tenista português João Sousa, que chegou onde nenhum lusitano tinha chegado em torneios desta categoria em piso rápido, ou seja, aos oitavos-de-final (já tivemos representação em outros Masters 1000 inclusivamente nos quartos-de-final, mas sempre em terra batida, através de Frederico Gil em Monte Carlo e o já citado João Sousa em Madrid).

Bateu jogadores como David Goffin (apesar de estar completamente fora de forma, é um jogador do top 10 e não retira brilhantismo à vitória do João) Ryan Harrison ou Jared Donaldson, antes de tombar perante uma autêntica parede chamada Hyeon Chung, um jogador de apenas 21 anos mas em grande forma neste início de ano.

João Sousa confirmou o bom momento de forma ao atingir os oitavos-de-final em Miami
Fonte: ATP

Quanto às fases mais adiantadas do torneio, que não contou com as principais figuras dos últimos anos, nomeadamente Roger Federer (eliminado na segunda ronda pelo jovem australiano Thanasi Kokkinakis), Novak Djokovic (afastado pelo peculiar e carismático jogador francês Benoit Paire), Rafael Nadal (lesionado) ou Andy Murray (lesionado), entre outros, mas que no entanto acabou por não ter representantes muito chocantes nesta final.

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De um lado, o alemão Alexander Zverev, de apenas 20 anos, mas já entre a elite mundial, com já alguns troféus em torneios importantes no seu palmarés, e do outro o homem da casa e que tem no serviço e direita as suas grandes armas (John Isner), que já tinha três finais deste tipo mas ainda não tinha qualquer título da categoria 1000 até aos dias de hoje.

Na grande final, o mais experiente dos dois jogadores levou a melhor, ao cabo de três sets muito duros e equilibrados, onde o norte-americano de 32 anos levou a melhor com os parciais de 6-7(4) 6-4 6-4. Apesar de perder o tie-break do set inaugural, o jogador da casa não baixou os braços e conseguiu quebrar o serviço do seu adversário em alturas cruciais (sempre no nono jogo do segundo e terceiro sets) e manteve, como seria de esperar, o seu saque para se estrear a vencer masters 1000,garantindo o seu regresso ao top 10 mundial onde já tinha estado anteriormente, igualando assim o seu melhor lugar de sempre com o nono posto no ranking ATP.

“Sacha” garante a subida ao quarto posto, mas falha a reentrada no pódio, não conseguindo igualar o seu melhor ranking de sempre, mas ficando a meros 60 pontos do terceiro classificado, o croata Marin Cilic. Apesar de ser o dia das Mentiras, podem acreditar: o americano John Isner estreou-se hoje a ganhar torneios desta categoria, imediatamente abaixo dos Grand Slams.

Foto de Capa: ATP