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A selecção portuguesa defronta em Março a equipa de Marrocos, na tentativa de subir ao grupo I da Taça Davis da zona Euro-África da Taça Davis. A equipa portuguesa é favorita e tem mais do que obrigação de vencer este confronto.

Para se ter uma noção, o melhor tenista marroquino não está sequer dentro do top500 do ranking mundial ATP e Portugal tem ainda a “benesse” de jogar em casa, podendo assim passar sem dificuldades este primeiro obstáculo.

Acontece, no entanto, que em Portugal quase nunca nada é fácil, e a selecção portuguesa na Taça Davis segue este mote. Para além dos sempre afamados problemas financeiros que de tempos a tempos geram problemas no seio do grupo de atletas, existe agora a variante João Sousa.

Isto porque Portugal não é uma equipa que se possa dar ao luxo de dispensar o melhor tenista português de sempre por caprichos; ou seja, se João Sousa quiser jogar em terra batida a federação tem de cumprir essa indicação, e é por isso que ainda não é conhecido o piso em que Portugal irá receber Marrocos.

João Sousa tem, no entanto, razão nesse pedido. O tenista português está num nível em que o seu planeamento começa a ser definido ao detalhe, e alterar esse planeamento para defrontar um conjunto de tenistas que estão longe do nível do tenista de Guimarães só faz sentido caso a sua temporada não seja afectada.

Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, admitiu ao Ténis Portugal que o jogo pode até ser em piso rápido, devido ao facto de “Marrocos ser um país por norma melhor em terra batida”, mas a verdade é que tal só deverá acontecer caso João Sousa dê o sim – o que não deve acontecer, visto nesta época a temporada de terra batida estar a decorrer.

Mas, João Sousa à parte, Portugal tem mais do que equipa para derrotar contundentemente Marrocos, e Nuno Marques, capitão da selecção, será certamente o primeiro a querer conquistar a vitória. O ex-top100 nacional tem de começar a justificar a sua contratação e nada melhor do que uma vitória para o fazer.

A par disso, Gastão Elias, Rui Machado, Frederico Silva e até mesmo Frederico Gil “chegam e sobram” para fazer face à equipa marroquina, que vem assim a Portugal com Tahiri Mohamed El Mehdi como capitão e com Ouahab Lamine (586.º no ranking mundial de singulares), Idmbark Yassine (710.º), Ahouda Amine (1136.º) e Rachidi Younes (1224.º).

Aguarda-se assim a definição do piso e do local do encontro, que, segundo o que tem estado a ser indicado por uma série de responsáveis, desta vez não deverá decorrer no CIF, em Lisboa, ao contrário das últimas duas eliminatórias.

Foto de Capa: sportskeeda.com

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