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cab ténis

Assim que o quadro de Roland Garros saiu, aquilo que todos os fãs da modalidade notaram imediatamente foi o previsível duelo entre Rafael Nadal e Novak Djokovic nos quartos de final do torneio – no que muito provavelmente será uma reedição das finais de 2012 e 2014 deste torneio.

Estes dois jogadores já se defrontaram seis vezes em Roland Garros (2006, 2007, 2008, 2012, 2013 e 2014), com Nadal a levar a melhor em todas, tendo apenas sido levado a cinco sets nas meias-finais de 2013. Desta vez, porém, o contexto é diferente. Djokovic é o incontestável número um do mundo e, pela primeira vez, parte para Roland Garros como favorito ao título; a maioria espera vê-lo finalmente destronar Nadal e vencer este torneio.

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O espanhol, por seu turno, está no pior momento da sua vida tenística e chega a Roland Garros como número sete do ranking ATP e sem ser detentor do título em pelo menos um dos Masters de terra batida pela primeira vez na sua carreira. Traz também na bagagem derrotas recentes contra Fabio Fognini (2x), Stanislas Wawrinka e Andy Murray, jogadores que nunca o haviam batido no pó de tijolo anteriormente.

A grande questão é se Nadal conseguirá defender a única coisa que lhe resta agora, o título de Roland Garros que conquistou nos últimos cinco anos e em nove dos últimos 10?

As estatísticas mencionadas são suficientes para concluir que não se pode subestimar Nadal para este torneio. Roland Garros é, sem dúvida, o torneio mais importante da época de Nadal e seria uma enorme surpresa se o seu nível de jogo não fosse consideravelmente mais alto do que nos torneios de preparação. O court e as condições de jogo no Philippe Chartrier são absolutamente ideais para Nadal.

Convém relembrar que em 2014 Nadal perdeu contra Ferrer em Monte Carlo, Almagro em Barcelona, precisou de uma lesão para vencer Nishikori na final de Madrid (estava um set e um break abaixo quando o corpo do Japonês cedeu) e perdeu contra Djokovic na final de Roma, mas nada disto interessou em Roland Garros – tendo ganhado o título pela nona vez, perdendo apenas dois sets no caminho (contra Ferrer e Djokovic).

Nadal é um ‘animal’ diferente na terra batida parisiense – o seu recorde no torneio é 66-1, com a única derrota a acontecer frente a Soderling em 2009 – e decerto que Djokovic não estará nada contente por ter de o enfrentar tão cedo no torneio. A vantagem psicológica pode muito bem estar do lado de Nadal. Dado o momento de forma do espanhol, Djokovic poderá sentir-se quase obrigado a finalmente ganhar o torneio que lhe tem sempre escapado. É justo afirmar que há mais pressão do seu lado do que do de Nadal desta vez.

O percurso de Nadal até aos quartos de final é o que se segue:

R1 – Halys

R2 – Almagro/Dolgopolov

R3 – Mannarino/Melzer/Kuznetsov/Jaziri

R4 – Dimitrov/Robredo/Sock/Coric/Querrey

Não parece haver aqui ninguém capaz de tirar três sets a Nadal em terra batida, aliás, Almagro e Dimitrov foram batidos por Nadal facilmente nesta temporada de terra batida mesmo com a forma fraca do espanhol. Dolgopolov é potencialmente perigoso, mas a sua forma tem deixado muito a desejar este ano e as lesões têm sido constantes.

Assim sendo, seria uma enorme surpresa se esta autêntica final antecipada não tivesse lugar nos quartos de final. Djokovic partirá como favorito, mas Nadal fará de tudo para manter o seu trono e não é à toa que tem um recorde de 6-0 contra o sérvio neste torneio e é unanimemente considerado o melhor jogador de terra batida de todos os tempos. Inspirado pela cidade e pelo court que definiu a sua carreira, não surpreenderia ninguém se Nadal redescobrisse a sua forma e vencesse Djokovic, conquistando depois um histórico 10.º título em Roland Garros.

Rafael Nadal (na imagem) tenta conquistar o 10º titulo em Roland Garros Fonte: Facebook Oficial de Roland Garros
Rafael Nadal (na imagem) tenta conquistar o 10º titulo em Roland Garros
Fonte: Facebook Oficial de Roland Garros

Não subestimando Andy Murray e o finalista da metade inferior do quadro, a verdade é que o vencedor do duelo entre Nadal e Djokovic se tornará o enorme favorito ao título, especialmente se for Nadal, que tem um historial de exibições absolutamente demolidoras em meias-finais e finais deste torneio.

Factos e curiosidades:

– Nadal estará a competir, não só contra Djokovic e o resto do quadro, mas também contra a história: nunca ninguém ganhou um torneio do Grand Slam por seis vezes consecutivas na Era Open. Federer esteve muito perto duas vezes: foi derrotado em cinco sets numa épica final de Wimbledon contra o próprio Nadal, em 2008, e de novo em cinco sets contra Juan Martin del Potro na final do US Open de 2009;

– caso perca contra Djokovic nos quartos de final, o ranking mais alto possível para Nadal após o torneio será o número 10, correndo mesmo o risco de sair do top 10;

– pelo segundo ano consecutivo, a final do ano anterior poder-se-á repetir nos quartos de final; o ano passado, Nadal defrontou Ferrer nos quartos após tê-lo batido na final de 2013.

 

Fonte da Foto de Capa: Facebook Oficial de Roland Garros

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