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Portugal entrava para o segundo dia do embate frente à Bielorrússia com a eliminatória empatada. No primeiro dia de competição, João Sousa ainda apanhou um susto mas acabou por se superiorizar a Ilya Ivashka pelos parciais de 4-6, 6-1 e 6-2. Logo de seguida, João Domingues foi derrotado por Egor Gerasimov em apenas dois sets (2-6 e 6-3). Desta forma, o encontro de pares assumia particular importância para o desfecho final da eliminatória.
SOUSAS DERAM PASSO IMPORTANTE RUMO À VITÓRIA
João Sousa e Pedro Sousa foram os escolhidos de Rui Machado, selecionador nacional, para jogarem o encontro de pares frente a Ilya Ivashka e Andrei Vasilevski. Os jogadores lusos não podiam começar de melhor maneira e logo no primeiro jogo do encontro conseguiram fazer o break. Logo no jogo seguinte, e apesar de os bielorrussos até terem tido break points, a dupla portuguesa conseguiu fechar o seu jogo de serviço e adiantar-se para 2-0. O primeiro set foi-se desenrolando e, apesar da dupla portuguesa ter passado alguns momentos mais complicados, acabou sempre por ser melhor nos momentos decisivos. Os Sousa´s acabariam por vencer a primeira partida por 6-3.
No segundo set, a dupla bielorrussa entrou mais concentrada e foi mais competitiva. Desta forma, não houve qualquer quebra de serviço durante toda a segunda partida. Os serviços impuseram a sua lei e foi com alguma naturalidade que chegámos a um tie-break. Por essa altura, Portugal encontrou-se quase sempre em desvantagem. João Sousa e Pedro Sousa foram mesmo obrigados a salvar dois set points quando o marcador se encontrava em 4-6. Contudo, a maior qualidade e competência do por português voltou a fazer a diferença nos momentos decisivos. Os Sousa´s somaram quatro pontos consecutivos e colocavam Portugal a liderar a eliminatória por 2-1. A escolha de Rui Machado foi acertada e poderia vir a revelar-se decisiva para o desfecho da eliminatória.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
SOUSA NÃO CONFIRMOU FAVORITISMO E COMPLICOU ELIMINATÓRIA
No quarto embate de eliminatória (segundo do dia), João Sousa tinha pela frente Egor Gerasimov. Apesar de o português ser claramente superior ao bielorrusso, os encontros de Taça Davis são sempre especiais e o facto de Gerasimov estar a jogar em casa poderia complicar as coisas.
O encontro começou de forma pouco entusiasmante e, tal como tinha acontecido no duelo de pares, os serviços iam ditando a sua lei. Nos seis primeiros jogos, não houve qualquer ponto de break. Apesar disso, o português mostrava-se pouco contente com a sua exibição e como é habitual em João Sousa eram inúmeras as demonstrações de desagrado. Apesar da baixa percentagem de primeiros serviços (56 %) que Gerasimov ia colocando, a eficácia do saque do bielorrusso era impressionante: 90% de pontos ganhos no primeiro serviço e 63% na segunda bola.
Quando o marcador se encontrava em 4-5 desfavorável ao português, Gerasimov pressionou e chegou mesmo a dispor de um 15-30, mas João Sousa subiu ligeiramente o seu nível e igualou o primeiro set a cinco jogos. Estavam decorridos 10 jogos e não havia ainda sequer qualquer ponto de break. Adivinhava-se um tie-break e assim foi. Nesse momento, o bielorrusso foi mais agressivo e colheu os frutos disso mesmo. Tendo até desperdiçado uma vantagem inicial de 2-0, Gerasimov rapidamente se voltou a adiantar para 4-2 e 6-3 e foi com alguma justiça que venceu o primeiro set por 7-6 com 7-3 no tie-break.
Na segunda partida, e embalado pelo triunfo no set anterior, o bielorrusso entrou melhor e quebrou o serviço do português quando o marcador estava igualado a um jogo para cada lado. A partir deste momento, vida muito complicada para João Sousa visto que Gerasimov faz do seu serviço a grande arma do seu jogo. O português não conseguiu sequer alcançar qualquer ponto de break e a quebra de serviço madrugador haveria de se revelar decisiva para o desfecho do encontro.
Egor Gerasimov batia João Sousa pelos parciais de 7-6 (7-3) e 6-4 e empatava a eliminatória a dois. Ficaria tudo adiado para o quinto e decisivo encontro que colocava frente a frente Pedro Sousa e Ilya Ivashka.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
PEDRO SOUSA DERROTADO NO QUINTO E DECISIVO ENCONTRO
Pedro Sousa entrava para o último encontro do dia com um objetivo bastante claro: vencer e dessa forma garantir a vitória portuguesa na Bielorrússia. Contudo, o jogador português não foi capaz de se superiorizar a Ilya Ivashka.
Logo no terceiro jogo do encontro, o bielorrusso quebrou o serviço de Sousa e não mais saiu da frente do marcador. Ivashka mostrava-se mais sólido e ia aproveitando os erros do jogador português. O break madrugador revelou-se decisivo e o primeiro set caiu para a Bielorrússia por 6-4.
Tal como tinha acontecido na primeira partida, Ivashka voltou a conseguir quebrar o serviço de Sousa relativamente cedo. Contudo, o jogador português reagiu de imediato e devolveu o break logo no jogo seguinte. No nono jogo do segundo set, travou-se uma dura batalha, tendo o Pedro Sousa que salvar inúmeros pontos de break, mas acabando por conseguir fazer o 5-4. Já o serviço do bielorrusso é que se mostrava imperturbável e foi com naturalidade que a segunda partida se decidiu em novo tie-break. Ivashka entrou melhor e rapidamente se adiantou para 3-1. Encontrando-se a perder por 5-2 e 6-3, Sousa ainda encetou uma recuperação, mas, no último match point de que dispunha, Ivashka não perdoou e confirmou a vitória.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
PORTUGAL NÃO GANHA FORA HÁ SEIS ANOS
Apesar de partir com algum favoritismo para esta eliminatória, Portugal não foi mais uma vez capaz de triunfar fora de portas. A última vitória portuguesa fora data de 2013 frente à Moldávia. Não posso deixar de considerar uma desilusão esta derrota portuguesa frente à Bielorrússia.
Foto De Capa – Belarus Tennis
artigo revisto por: Ana Ferreira














