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“O Abismo a olhar para nós!”

Numa jornada em que reconquistámos o primeiro lugar (em igualdade pontual com o CVA) é impossível não dizer que nos pusemos “a jeito”.

Este resultado põe nos na liderança do grupo e, no fim do dia, é tudo o que interessa!

Mas ….

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Quando olharmos para esta época com o distanciamento necessário vamos ver que este poderia ter sido o dia em que deitámos tudo a perder e por nossa responsabilidade.

Tivemos uma semana difícil de trabalho com um problema interno, não soubemos encontrar em nós a motivação certa que este jogo requeria e por fim a entrada em jogo.

Bem sei que por muito que se diga e que se alerte os níveis de motivação não são os mesmos em todos os jogos e como se tudo isto não bastasse duas das nossas jogadoras mais influentes estavam com sintomas febris/gripais.

Tudo isto aliado a irmos jogar contra uma equipa sem a mínima pressão e com a qualidade do Alverca fazia com que tivessem reunidas as condições para um possível tropeço.

E, neste campeonato, onde lutamos pelo título qualquer derrota pode hipotecar toda uma época….

Sabíamos que de nada adiantava estar “com o ouvido” no jogo Lousã-CVA se não fizéssemos a nossa parte.

Quanto ao jogo… Entramos mal, bastante irregulares no S/O e sem energia. O segundo tempo foi pedido aos 7-17!!!

Se é verdade que estivemos muito mal para chegar a esse placard também é verdade que soubemos reunir, ver que tínhamos que mudar a disposição mental e foco (acima de tudo), jogar um ponto de cada vez e usar da nossa experiência e maior qualidade. Estivemos muito bem na recuperação no nosso sistema defensivo e o nosso serviço esteve a níveis muito elevados. O Alverca tremeu com o aproximar no marcador e fechamos o set 27-25!

O segundo set foi mais tranquilo. Estivemos melhor desde o início e o Alverca sentiu o peso da derrota naquelas circunstâncias no 1º set. Fechamos com naturalidade 25-21.

2-0 Susto contornado (pensávamos nós) e voltamos a entrar apáticos e sem energia máxima no 3º set. Mais uma vez estivemos a perder por grande margem e ao nível do 1º set tivemos que fazer algo mais para ir buscar o set 25-23.

Resumindo por vários motivos estivemos abaixo, fica o aviso mas também a nota de que num jogo menos conseguido (acontece a todas as equipas) soubemos ter a calma e acima de tudo a qualidade colectiva de conquistar os 3 pontos.

Com o desaire do nosso adversário mais directo na Lousã a tabela classificativa encontra-se assim em vésperas do Aveiro-CC:

carnide

Impossível estar mais empatado!

O jogo do próximo domingo decidirá tudo! É um luxo que entrando no 8º mês da época estejamos em 1º com tudo na mão para sermos campeões!

É cruel que uma destas equipas tenha que ficar para trás mas não é altura para mexer com a história! Esta época terá tons de azul e amarelo e para a semana olharemos com emoção para esta crónica que relatará, certamente, um jogo emocionante e de grande qualidade.

O vencedor será o CARNIDE. Elas merecem! Até para a semana!

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Natural de Lisboa, 29 anos, o Luís jogou voleibol dos 8 anos aos 20 e começou a dar treino aos 17, passando pelos vários escalões de formação e séniores. É treinador nível III da Federação Portuguesa Voleibol e Campeão Nacional (A2) com a equipa sénior feminina do Clube Voleibol Oeiras 2008/09, Vencedor da Taça Nacional 2014/15 pelo FCA (séniores Femininos) e Campeão Regional Séniores Femininos pelo Carnide Clube 2015/16. Atualmente, é treinador da equipa sénior feminina do Carnide Clube.                                                                                                                                                 O Luís não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.