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Análise ao Sorteio Zona Sul. Antevisão do Campeonato. Regresso do Filipa. Mais equipas. Candidatos. Outsiders. Novo esquema competitivo. . .
Sorteio
Esquema Competitivo (Zona Sul)
2 Grupos
(Grupo A – Filipa Lencastre, Maristas, Atlântico, Sesimbra e Famões
Grupo B- Carnide, Ginásio, CRP, CSJB, Paulenses e J. Évora)
De cada grupo passam os dois primeiros classificados para a disputa do título regional e os 3º e 4º para disputar os lugares que ainda dão acesso ao Nacional.
Análise, Favoritos, Candidatos e possíveis surpresas…
Olhando para o Sorteio e tendo em conta o campeonato transacto, a forma como as equipas se reforçaram e o regresso do Filipa Lencastre a 3ª divisão parece-me claro que:
Carnide e Filipa são os principais candidatos ao título Regional. O Carnide pelo que fez o ano passado, pela forma como se reforçou e o Filipa pela bagagem que trás da 2ª Divisão tendo mantido quase todas as suas atletas.
Assumindo-se ou não estas serão as equipas que deverão lutar pela poule dos primeiros e pelo título. Qualquer resultado abaixo será um mau resultado.
Maristas (dois bons reforços e manutenção de um dos melhores treinadores de Lisboa), Ginásio (equipa competitiva e que mantém a estrutura do ano passado), Atlântico (reforçaram-se muito com novas jogadoras e treinador), Sesimbra (deslocação sempre difícil e grupo homogéneo) e CSJB (equipa com boa capacidade defensiva e é sempre difícil jogar lá) no meu entender, são as equipas que poderão ser competitivas com as 2 de cima e deverão ocupar os lugares de apuramento restantes.
Famões, Paulenses, Juv. Évora e CRP correrão por fora e um apuramento para o Nacional (primeiros 7) seria um excelente resultado.
Nós – Como estamos e o que pretendemos!
O Carnide 16/17 assume-se claramente como candidato ao Título Regional nesta fase e procuraremos trabalhar para justificar essa ambição.
Ao fim de dois jogos do Nacional (Vitória 3-0 vs. CRP e Vitória 3-1 vs. CSJB) partilhamos o 1º lugar da série B com o Ginásio e estamos a consolidar processos num grupo com algumas caras novas.

Participamos também na Taça de Portugal tendo o sorteio ditado que na passada terça-feira (1 de Novembro) fossemos a Infesta jogar contra o CF Infesta que milita na 2ª divisão. Foi um bom teste que serviu para aferir do nosso nível contra uma equipa candidata a série dos primeiros na divisão de cima. Perdemos 2-3 num jogo em que mostrámos que pudemos ser competitivos àquele nível.
Neste momento o foco vira-se para o Campeonato regional onde temos fortes ambições.
Para nos falar disso e analisar o 1º jogo do Campeonato (vitória vs. CRP) e o jogo da Taça (derrota vs. Infesta) temos as declarações de um dos nossos reforços deste ano, Mafalda Bento!
P- Quem é a Mafalda?
R- Tenho 26 anos, estudo engenharia e venho do CVL para o CC. Vim para “casa”, para a minha freguesia e trouxe o meu irmão mais novo para o Basquete…. Já só se veste azul lá em casa!!! A minha ligação ao voleibol é antiga tendo passado por treinadora (já não exerço), atleta e árbitro. Sou uma pessoa exigente com os outros e comigo e falo bem mais da conta mas no fundo sou boa pessoa.
P- Como resume este ciclo de dois jogos (CRP e CFI)?
R- É atípico começar a época desportiva com uma jornada dupla, que foi no fundo o que aconteceu. Foram jogos muito diferentes, não só pela diferença entre os adversários, mas principalmente pela deslocação associada ao jogo da taça. Vir do primeiro jogo da época, treinar segunda-feira e jogar no porto no dia seguinte trouxe cansaço. E isso a espaços refletiu-se no jogo. Ganhando ritmo competitivo, em situações semelhantes no futuro, sei que estaremos mais preparadas para dar outra resposta.
P- O que esperava do jogo da taça?
R- Sabíamos à partida que ía ser um jogo complicado. Tínhamos no adversário uma equipa com bons resultados na época transacta, tendo garantido a presença na série dos primeiros da II divisão, com manutenção do plantel e muitos minutos de jogo. Ainda assim fomos a São Mamede com o objectivo de trazer o melhor resultado possível.

P- Acha que a eliminação pode deixar marcas para os próximos jogos?
R- Estou convicta que não. Era uma competição a eliminar, e o resultado, embora pareça negativo pelas suas consequências, revela o equilíbrio conseguido em diversos momentos do jogo. Esse mesmo equilíbrio é prova de que estamos no bom caminho, e isso só deve motivar-nos a continuar a treinar.
P- O facto de a par da Mafalda este ano terem chegado mais 5 reforços faz com que o CC parta atrás em relação a equipas que tiveram menos mudanças?
R- Embora o voleibol seja um desporto colectivo que exige bastante entrosamento entre as partes, penso que a qualidade dos reforços compensa essa desvantagem. É normal que no início da época faltem algumas rotinas, mas a médio prazo espero que o saldo seja inquestionavelmente positivo.
P- Numa perspectiva pessoal como tem sido lidar com métodos de trabalho diferentes, treinador e colegas diferentes?
R- Chegar a um clube novo é sempre desafiante, mas sinto que fui muito bem recebida e que isso ajudou na integração. Quanto ao trabalho que estamos a desenvolver sinto que a adaptação se deu de forma rápida e sem grande prejuízo do contributo que tento dar diariamente.
P- O que pudemos esperar do CC neste campeonato?
R- Pessoalmente penso que temos todo o potencial técnico, tático e humano para disputar a subida de divisão de igual para igual com qualquer outra equipa do campeonato. Resta treinar, e, numa primeira fase, conseguir o apuramento para a fase dos primeiros.
Obrigado, Mafalda!













