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15 minutos à FC Bayern que se mostraram fatais para o SL Benfica

Uma hora e uma dezena de minutos de resistência portuguesa. 15 minutos à FC Bayern, de absoluta compressão por rolo alemão. Meia dezena de minutos de resignação e conformismo de ambas as partes.

Tripartindo os 90 minutos regulamentares disputados entre SL Benfica e FC Bayern na passada quarta-feira é, de forma resumida, isto que se obtém. Perante a hétero-proclamada “melhor equipa do mundo”, a galhardia encarnada não foi suficiente para conseguir mais do que uma aparente vitória moral.

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Aparente por não (poder) existir vitória moral alguma num clube que construiu a sua história com pergaminhos de vitória factual. E aparente por não ser tão linear assim que uma derrota consumada com quatro golos sem resposta possa gozar de tal estatuto.

Não obstante, não se pode atingir o patamar de aguda obtusidade em que se olha o resultado cegamente e se dá por inútil qualquer análise ao que de bom foi feito em campo pelas águias.

15 minutos à FC Bayern bastaram para trucidar as águias
A comunhão entre adeptos e jogadores parece ter sido fortalecida pela boa exibição até aos 70`
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Assim, o que se extrai de positivo do embate com os germânicos? De entre a miríade de possíveis respostas, talvez a que mais se soergue seja a coragem que a turma de Jorge Jesus demonstrou, patente na propensão ofensiva que – não sendo de grande volume – se superiorizou ao expectável a priori. Em certos momentos do jogo, pode dizer-se que os encarnados portugueses olharam os encarnados alemães nos olhos.

Todavia, o que se ganha com uma coragem que, no imediato, não deu frutos? É difícil prever, mas a coragem – por mais infrutífera – pode ser um vetor de moralização e de união do grupo muito grande.

No fundo, “raça, crer, ambição” deixa de ser apenas um slogan de ordem aleatória e passa a ser uma sequência ordeira: a raça no campo leva ao crer na equipa que leva à ambição no clube.

A primeira parte da sequência já se nota, pelo seu reflexo na crença demonstrada pelos adeptos na comunhão com a equipa nos finais da partida e nas Todas-Importantes redes sociais. Esta motivação que parece permear o clube dentro e fora do campo pode vir a ser fulcral para a conquista dos principais objetivos.

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