O mexicano do Benfica tem sido pouco utilizado por Rui Vitória esta temporada e em 2017 ainda nem ao onze inicial conseguiu chegar, tendo sido titular pela última vez há quase três meses, frente ao Paços de Ferreira para a Taça da Liga.

Raúl Jiménez é um avançado dinâmico e não dá uma bola como perdida. Na sua primeira época no clube apontou 12 golos, tendo sido decisivo para a conquista do 35º campeonato. É um jogador que vai buscar jogo, marca bons golos e ainda ajuda a defender, qualidades de muita utilidade na sua posição.

A chamada à Seleção do México era para o jogador uma excelente notícia, mas acabou por marcar um ponto de viragem, pois chegou lesionado no joelho e disse adeus à titularidade no seu clube, titularidade essa que demorou a reaparecer e que nova lesão lha tirou para não mais voltar.

Se é verdade que esta época não teve um bom começo devido a lesões sucessivas, também o é que a concorrência tem estado muito forte. Em tempos, Gonçalo Guedes ,e mais recentemente, a extraordinária temporada de Mitroglou, aliada ao regresso de Jonas e de Rafa, têm impedido o camisola 9 de ser opção de início, acabando por saltar do banco para ajudar a equipa apenas a escassos minutos do fim dos jogos.

Por outro lado, o avançado sempre foi muito usado como trunfo, integrando os suplentes mas sempre na perspetiva de entrar em campo e resolver. Não há dúvidas que tem lugar na equipa pelas suas características imprescindíveis, nomeadamente, quando o jogo precisa de mais pressão e velocidade sobre o adversário.

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Raúl ainda pode dar muito ao Benfica Fonte: Facebook Oficial de Raul Jiménez
Raúl ainda pode dar muito ao Benfica
Fonte: Facebook Oficial de Raúl Jiménez

Já Luís Filipe Viera sempre apostou forte em Raúl. Recorde-se o investimento feito no início da época para obtenção total do seu passe ao Atlético de Madrid, que totalizou cerca de 22 milhões euros, tornando-o no jogador mais caro da história do clube. Posteriormente, em visita à China, o presidente dos encarnados levou este assunto na agenda, pois tem o “feeling”, como designou em entrevista, que venha ainda a ser a venda mais cara do futebol português. Contudo, sabendo que o dinheiro no maior país asiático não é problema, o presidente só o venderia por uma quantia muito alta e a vontade de ficar da outra parte também pesou na balança. Os jogadores no Benfica têm uma palavra a dizer e Jiménez disse: “Prefiro a glória na Europa antes do dinheiro.”.

Sem minutos nas pernas que o satisfaçam, Raúl vai desmoralizando, tanto que já coloca a hipótese de saída do clube no final da época, com muita pena minha, confesso. Gosto da atitude de Jiménez, é aguerrido, tem muita técnica e sabe o que tem a fazer em campo, e o Jonas a que estamos habituados ainda não voltou, pelo que, a meu ver, ainda nos será muito útil a garra e dedicação deste avançado benfiquista.

E para alcançar o tão desejado “tetra”, o Benfica vai precisar da ajuda de todos e já que estamos numa de feelings, o meu é que ainda dará o seu precioso contributo para o que resta do campeonato. Rumo ao Tetra!

Artigo revisto por: Patrícia Nel