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É inegável. O Benfica encontra-se nestes anos a passar a melhor fase desportiva das últimas décadas. Não é por acaso que se encontra neste momento a defender o título de campeão português pelo terceiro ano consecutivo. Sim, tricampeão! Já não era bicampeão há 31 anos, nem tricampeão há 39 anos. Na última época conquistou o 35º título caseiro. Nas últimas 3 épocas ganhou mais títulos que toda a década passada. No total são 11 contra 6 desde 2000 a 2010.

Na era Jorge Jesus conquistou 10 títulos (2 deles na década passada) e, mais recentemente com Rui Vitória ao comando, conquistou outros 3: campeonato, taça da liga e supertaça. Totalizam-se 11 títulos em 6 anos, contra apenas 6 numa década inteira. Sendo 9 destes nas últimas 3 épocas, entende-se a supremacia encarnada na história do futebol português nas mais recentes temporadas. Além disso, nota-se também uma decadência do FC Porto nestas épocas mais recentes que não conquistaram nenhum troféu. Mas isso é outro assunto.

O que conta aqui é que sim, o Benfica está a mandar no futebol português atualmente e o que se vai investigar é o que levou a este salto para o comando deste desporto no país.

Se isto tudo é inegável, então também é inegável que o FC Porto, desde 2000 até há três anos atrás era o máximo clube português no que toca a títulos (tendo em conta o período de análise que foi escolhido). Porém, como já foi referido acima, não inscreve o seu nome em nenhuma taça nesses mesmos três anos. O declínio dos dragões deu espaço à ascensão e prosperidade encarnada que fez questão de se impor e ganhar tudo o que antes parecia estar entregue aos rivais da invicta.

A contratação de Rui Vitória mostrou a sobriedade dos encarnados mesmo após troca de treinador Fonte: SL Benfica
A contratação de Rui Vitória mostrou a sobriedade dos encarnados mesmo após troca de treinador
Fonte: SL Benfica

O ponto de viragem foi a contratação de Jorge Jesus para o comando das águias que, com a parceria e confiança do presidente, conquistou 10 títulos e se tornou no treinador mais titulado da história do Benfica, ultrapassando Otto Glória (9 títulos). Apesar do percalço entre 2010/11 e 2012/13, Jesus voltou glorioso não ao 3º dia, mas à 3ª época sem ser campeão português. E desde aí que mais nenhum clube ostentou o emblema do troféu nas camisolas.

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De seguida, Jesus decidiu trocar o Benfica pelo Sporting e viajar para o outro lado da segunda circular para orientar às ordens de Bruno de Carvalho. Seguiu-se então o agora treinador do Benfica, Rui Vitória. A aposta pessoal de Luís Filipe Vieira, após perder a supertaça para o ex treinador das águias, e depois de um conturbado início de época, Vitória assumiu de rédea curta o comando da carruagem Benfica que viria a acabar a corrida em primeiro lugar.

Falei, a título de contexto, do presidente Luís Filipe Vieira. E o que consta é que ele também faz parte deste sucesso do Benfica. Estabilidade. Esta é a palavra chave. Enquanto que o Sporting teve 5 presidentes ao longo deste século, o Benfica teve apenas 2. Manuel Vilarinho fez 3 anos de presidência e, de seguida, deu o lugar ao atual Luís Filipe Vieira que reina até hoje. O FC Porto tem o mesmo presidente, Pinto da Costa, desde 1982. Isto é estabilidade. E é demasiado importante para ser ignorada.

O Benfica, neste momento, e desde há 3 anos para cá, é uma equipa incrivelmente estável. Presidente a cumprir o quinto mandato, Jesus comandou a equipa por 6 temporadas e agora Rui Vitória aparenta fazer parte dos planos do clube por vários anos.

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