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Após os primeiros jogos da pré-temporada, uma das lacunas identificadas pelo Futebol do clube era a ausência de uma alternativa credível para a posição de lateral-direito. Pedro Pereira, regressado ao Benfica após um ano e meio em Itália, revelou dificuldades em ambientar-se à nova realidade no clube e ao sistema táctico de Rui Vitória. Aurélio Buta, promovido directamente da equipa B, mostrou bons pormenores, mas ainda revela alguma imaturidade.

Como tal, o clube foi ao mercado à procura de um jogador para a posição. A imprensa chegou a falar em alguns nomes, como o brasileiro Douglas, que pertencia aos quadros do Barcelona, ou o alemão campeão europeu de sub-21 Jeremy Toljan, mas a opção do clube encarnado acabou por recair sobre um jogador desconhecido para a maioria do grande público.

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Falo de Mato Milos, um recém-internacional croata de 24 anos que jogava no modesto NK Istra e que tem alternado a sua carreira entre o seu país e a Série B italiana. Esta contratação foi uma surpresa para todos os benfiquistas. Francamente, eu acho que existem vários factores em redor da sua contratação e das suas possibilidades de se afirmar no clube da Luz, uns favoráveis e outros desfavoráveis.

Milos irá enfrentar o desafio mais exigente da sua carreira.  Fonte: NK Istra 1961 Pula
Milos irá enfrentar o desafio mais exigente da sua carreira.
Fonte: NK Istra 1961 Pula

Antes de mais, devo esclarecer que o facto dele ser um desconhecido para a esmagadora maioria dos adeptos não significa que seja um desconhecido para o clube. Com certeza que o conceituado departamento do scouting do clube já observava o jogador há algum tempo.

Depois, existem aspectos positivos em redor desta contratação. Primeiro do que tudo, fez a pré-temporada e jogou como titular nas primeiras quatro jornadas do campeonato croata. O que significa que já vem com ritmo e andamento para o Benfica. Depois, agrada-me também o facto dele já ter 24 anos.

Ele vem de uma escola da qual gosto bastante e, para além disso, o facto de já ter 24 anos também me agrade. Isto porque muitas estrelas emergentes desta região do globo deixam o seu país ainda em tenra idade e sem a maturidade que a idade e a experiência traz, muitos acabam por se perder. Mato Milos, apesar de já ter passado pelo futebol italiano, aos 24 anos tem a maturidade que um miúdo de 18 ou 19 não tem.