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Jogo grande no Estádio da Luz com o Sport Lisboa e Benfica a receber o Sporting de Braga na última partida antes da paragem para o Natal. A equipa encarnada entrou em campo com a equipa esperada, isto é, com oito regressos comparando com a equipa que entrou em campo para a taça de Portugal. A equipa minhota iniciou a partida com sem novidades, apenas Claudemir, médio que fez dupla com Fransérgio no centro do terreno. Uma presença no onze muito anunciada pelos jornais desportivos.

A partida iniciou-se com a equipa encarnada a ter mais posse de bola e a conseguir de certa forma controlar a partida, algo que Rui Vitória tinha dito que iria fazer. Contudo, nessa primeira fase do encontro notou-se um rápido e perigoso Sporting de Braga que causou momentos de perigo junto da área de Oddyseas. Prova disso foi o remate do já referido Fransérgio ao ferro superior da baliza do guardião encarnado.

O Benfica abriu o marcador dentro da primeira meia hora do jogo com Pizzi a rematar de pé direito para o fundo das redes de Tiago Sá. Nota para o excelente movimento do camisola 21 que tirou o adversário da frente e fez a bola entrar na baliza com um belíssimo arco. Após o tento encarnado notou-se que o Benfica, como infelizmente é habitual, retraiu-se e diminui o ritmo de jogo, tentando apenas partir para o ataque com segurança.

Aos trinta e quatro minutos Dyego Sousa recebeu com classe dentro da área encarnada, assistiu o ex-Benfica Ricardo Horta que ao rematar para a baliza foi o grego a superiorizar-se e a defender para canto. A par do lance de Fransérgio, foi este o segundo grande momento de ataque do Braga nos primeiros trinta e cinco minutos da partida.

Trinta e oito minutos decorridos no relvado da Luz e o Benfica marcou o segundo golo da partida. O capitão da equipa, Jardel, marcou de cabeça para a baliza do topo norte. Um lance inspecionado pelo vídeo-arbitro que analisou a disputa de bola entre o central brasileiro e o guarda-redes do Braga. Mérito do camisola 33 por ter marcado, de forma limpa, ao cabecear antes de Tiago Sá tocar na bola. Foi o segundo golo do experiente jogador esta temporada e o primeiro na Liga NOS.

Logo de imediato foi Jonas o jogador em destaque: em frente ao camisola 12 do Braga foi mesmo o guarda-redes minhoto a defender, e de que forma, o remate do jogador do Benfica. Excelente atenção e oportunidade do brasileiro e ao mesmo nível a reação do guarda-redes do Braga.

Os dois rivais regressaram aos balneários para o descanso do intervalo com a equipa a casa a vencer por duas bolas a zero e com mérito no resultado. A equipa visitante tentou ao máximo tirar partido dos seus lances de ataque e de contra-ataque mas não foi suficiente para introduzir a bola na baliza sul do Estádio da Luz.

O sucesso encarnado no meio-campo do Braga deveu-se, de certa forma, aos movimentos entre Pizzi, Zivkovic e Cervi. Estes três jogadores aproveitaram da melhor forma a sua facilidade em jogar tanto nas alas como em zonas mais interiores: Pizzi marcou ao receber na ala esquerda e Zivkovic e Cervi, muitas vezes, jogaram juntos do mesmo ou até mesmo a ocupar a zona onde habitualmente jogam os dois médios portugueses.

Um plantel unido foi o segredo para uma goleada como prenda de natal
Fonte: SL Benfica

Inicio da segunda parte da partida e nenhuma alteração realizada tanto por uma como pela a outra equipa. O Benfica iniciou a partida com a bola, a atacar para o lado sul e com Gedson a criar o primeiro lance de ataque da partida. Uma jogada com direito a uma finta cheia de classe do internacional português mas onde a bola não chegou a criar grande perigo para Tiago Sá.

Três a zero na Luz logo aos quarenta e oito minutos. Grimaldo, de pé direito, a obrigar os jogadores do Braga a irem buscar a bola ao fundo da redes. Um passe a rasgar deixou a bola ao internacional espanhol que, depois de uma “tabela” com um adversário, ficou sozinho frente ao jovem guardião e finalizou rasteiro para a baliza com mais golos marcados da história do clube.

Ainda se comemorava o golo do Benfica e o Braga reduzia para três a um com Dyego Sousa a cabecear cruzado para o lado oposto de Oddyseas. Um bom golo do matador minhoto que reanimou os adeptos da equipa do Sporting de Braga. Não se pedia melhor forma de reatar da partida, dois golos, um para cada equipa e um bom espetáculo de futebol em Lisboa. O Benfica a abrir o marcador do segundo tempo e o Braga a reagir da melhor forma ao golo sofrido.

Havia melhor forma ainda de se iniciar a segunda parte? Sim. Jonas marcaria o quarto golo com Cervi a assistir depois de Gedson fazer um passe para o argentino. O avançado brasileiro voltou a marcar, pela sexta vez consecutiva, numa jogada onde precisou apenas de encostar para o fundo das redes. Dez minutos da segunda parte, dois golos para a equipa benfiquista, um para a equipa bracarense. Com uma segunda parte com tanto ritmo de jogo, a partida ficaria um pouco mais agressiva com o aumento de faltas e amostragens de cartões amarelos.

A primeira substituição da partida ficou a cargo da equipa visitante com João Novais a entrar para o lugar de Ricardo Horta onde Abel Ferreira tentaria fazer alguma mudança no caudal do jogo. Goiano também saiu e Wilson Eduardo entrou numa substituição onde Esgaio acabou por descer para defesa direito. Duas substituições juntas para tentar reagir ao tão desnivelado resultado. Poucos minutos depois foi a vez da equipa encarnada fazer a primeira substituição: saída de Jonas para a entrada do suíço Seferovic. Uma substituição com direito a grande salva de palmas dos adeptos da casa.

Ainda nem Jonas tinha chegado ao banco de suplentes e o Benfica marcava mais um golo ao Braga. O quinto golo foi de Cervi que de pé esquerdo fuzilou a baliza adversária com Zivkovic responsável pela assistência. (Ler acima acerca das movimentações dos dois jogadores). Um golo muitíssimo festejado pelos adeptos, pelos jogadores em campo mas em grande destaque a notável alegria de Jonas fora das quatro linhas.

Mais um, desta vez, André Almeida.. e de pé esquerdo! O camisola trinta e quatro aproveitou a bola no ar e rematou para o ângulo superior esquerdo da baliza. Uma bola muito chegada ao ferro e o resultado ampliado assim para seis a um. Que reação tão ofensiva ao golo sofrido da equipa da casa a deixa Abel Ferreira incrédulo com o que se estava a passar dentro das quatro linhas.

O Sporting de Braga tentou responder da melhor forma ao sexto golo sofrido mas o máximo que conseguiu foi um remate fraco de Wilson Eduardo para as mãos do guarda-redes encarnado. Contudo, dois minutos depois e numa jogada de contra-ataque, João Novais introduziu a bola na baliza norte num belíssimo remate rasteiro. O médio português estava sozinho e apenas teve que rematar para o local mais longe do guarda-redes adversário. Um golo que não levou muitos adeptos bracarenses a festejarem no terceiro anel do Estádio da Luz devido ao resultado desnivelado e a favor do coletivo adversário.

Segunda substituição do Benfica com Jardel, capitão e autor de um dos golos, a dar o seu lugar ao argentino e camisola dois, Conti. A capitão ficou o também marcador da partida, André Almeida.

Aos setenta e cinco minutos foi anunciado pelo speaker que o Estádio da Luz estava esgotado com cinquenta e sete mil adeptos nas bancadas. Uma casa cheia na véspera de jantar de Natal.

Cervi também foi aplaudido pelos adeptos encarnados na substituição que trouxe Krovinovic aos relvados da Luz. Continua assim o processo de regresso ao bom futebol do camisola vinte encarnado.

Após o segundo golo do Sporting de Braga notou-se, tal como na reta final da primeira parte, a um jogo de ritmo mais lento com a equipa da Luz a jogar com jogadores com características de médios interiores para travar possíveis ataques do Braga. O meio-campo encarnado era composto assim por Fejsa, Gedson, Krovinovic, Pizzi e Zivkovic. Fisicamente notou-se também um desgaste por parte dos jogadores de uma e de outra equipa, já não existiam ataques rápidos nem lances perigosos com a mesma frequência que na restante partida. Algo natural numa partida onde tanta foi a velocidade das equipas.

Wilson Eduardo, irmão de João Mário, era apanhado em fora de jogo num dos lances de ataque da equipa do Braga. O já internacional angolano aproveitou a sua velocidade para surgir com perigo em frente ao guarda-redes do Benfica. Um dos últimos ataques da partida e do Sporting de Braga.

A partida chegou ao final com um excelente resultado para o Sport Lisboa e Benfica e uma goleada sofrida pelo Sporting de Braga. A décima quarta jornada termina para estes dois clubes com o Benfica a ultrapassar o Braga na tabela classificativa numa partida onde notou-se uma grande garra encarnada e um Braga muito “aos papeis” nos lances defensivos. Para a história fica o costume: um Benfica a receber e vencer o Braga na Luz.

Foto de Capa: SL Benfica

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