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Chegou a hora de Darwin?

Darwin Gabriel Núñez Ribeiro, uruguaio, 22 anos, internacional A pelos primeiros campeões do Mundo de seleções e o único Gabriel do plantel do SL Benfica com qualidade para representar as águias.

Depois de uma época aquém das expetativas – maioritariamente criadas pelo valor da sua aquisição (cerca de um quarto de cem milhões de euros) -, o jovem sul-americano parece começar a explodir.

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É, pelo menos, o que indicia o seu início de temporada. Não obstante os 14 golos e 11 assistências registados pelo “9” dos encarnados, em 2020/21 (em 44 partidas), os oito jogos disputados pelo SL Benfica esta época refletem um Darwin mais pujante, mais mortífero, mais integrado, mais solto. Tudo mais. Não será, então, em risco muito grande prognosticar que também os seus números revelarão essa tendência, findada a época.

Para já, são seis os golos do uruguaio pelos de Lisboa. Curiosamente, não regista qualquer assistência, estando nesse vetor em claro contraste com a temporada transata. Mas, de onde vem este contraste? Que motivos têm tornado Núñez um jogador mais solto, mais matador, mais egoísta (no sentido “à ponta-de-lança” da palavra)?

Darwin brilhou na vitória do SL Benfica
Darwin brilhou na vitória do SL Benfica frente ao FC Barcelona
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

As respostas serão, estou certo, múltiplas e variadas. No entanto, talvez a mais correta de entre todas seja a nova posição no onze de Jorge Jesus que o ex-Almería tem ocupado.

Com a presença de Yaremchuk – uma presença sóbria, mas importantíssima -, Darwin tem desempenhado funções à esquerda, com liberdade para procurar espaços interiores sempre que se justificar (o golo inaugural ante o FC Barcelona exemplifica-o).

Esta nova posição importa ao jogo de Darwin um par de características que o têm ajudado bastante: permite-lhe partir de zonas mais afastadas da baliza adversária com ou sem bola, fazendo uso da sua enorme capacidade atlética e de explosão.

Assim, retira-lhe a responsabilidade de ser “o” homem da frente, “o” homem-alvo. Neste momento, marcar golos não é a função primordial de Darwin e isso tem sido fundamentalmente para que ele… Marque golos.

O avançado formado no Peñarol ganhou soltura física, mental e posicional, e tem causado estragos por isso mesmo. Não obstante, são mais os fatores decisivos para este arranque fulguroso do cinco vezes internacional uruguaio.

Desde logo, o melhor momento do futebolista é indissociável do melhor momento da equipa. Se a equipa está melhor – e indubitavelmente está -, o jogador terá mais facilidade em também ele estar melhor.

E está. Por estes dois motivos e por outros quantos. Pela presença de Yaremchuk, que tem feito um bom trabalho nas tabelas, na procura de dar apoios frontais, na procura de terrenos laterais.

Pela presença de Weigl e João Mário, que dão segurança à equipa e a cada uma das individualidades que a compõem. Pela presença de Grimaldo, que, ao atravessar uma boa fase, permite que Darwin não se sinta um corpo estranho na esquerda.

Se a coexistência destes fatores perdurar, assim como a vontade de trabalhar de Darwin, é mais do que plausível que o uruguaio tenha em 21/22 a sua época de explosão e afirmação e, quem sabe, a sua época de despedida do Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Joana Mendes

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