Darwin Núñez chegou ao SL Benfica em setembro de 2020. O avançado de apenas 21 anos custou à equipa encarnada 24 milhões de euros, tornando-se assim na contratação mais cara da história do clube e do futebol português. O uruguaio assinou até 2025 e, apesar de ainda só ter cumprido um ano desse contrato, já faz soar os alarmes na Luz. O longo histórico de lesões do jovem avançado parece não ter fim à vista.

Tudo começou quando Darwin tinha apenas 16 anos e representava o CA Penãrol. Num jogo do campeonato do seu escalão, depois de um salto o uruguaio calculou mal a queda, dobrou o joelho e rompeu os ligamentos cruzados. O jogador teve de ser submetido a uma cirurgia e ficou um ano e meio sem jogar. Recuperado da lesão, voltou a trabalhar com a equipa principal, mas quando ia ser lançado na I Divisão, percebeu que não estava totalmente apto – ainda sentia dores.

Em novembro de 2017, foi lançado no jogo frente ao CA River Plate, mas a sua prestação ficou muito aquém do esperado. Deixou o relvado em lágrimas, devido às dores, e foi novamente operado, desta vez à rótula. Em 2018 o ciclo das lesões parecia ter chegado ao fim, tendo, inclusive, sido convocado para a seleção uruguaia de sub-20, pois a Copa Sul- Americana estava à vista. No entanto, as exibições continuavam sem brilho e surgiu outro problema: o psicológico. Darwin não conseguia lidar com as críticas nas redes sociais e começou a receber acompanhamento do psicólogo da seleção.

Em 2019/20, quando representava o UD Almería voltou a ter problemas físicos e teve de parar durante quase uma semana (perdeu dois jogos). No meio deste panorama nada positivo, chegou a boa-nova. A contratação do SL Benfica era a oportunidade perfeita para mostrar o seu valor e, sem dúvida que, foi uma grande motivação que contribuiu para o psicológico.

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Tinha um voto de confiança da equipa encarnada, e é certo que a época ao serviço das águias não podia ter começado melhor. Nos primeiros cinco jogos marcou um golo e fez cinco assistências. Para além disso, foi a peça-chave no jogo frente ao Rangers FC: aos 77 minutos assistiu Rafa e, aos 91′, marcou o golo do empate, permitindo, assim, que a equipa continuasse na UEFA Europa League.

Darwin Núñez teve uma primeira época atribulada na Luz
Darwin Núñez teve uma primeira época atribulada na Luz
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quando parecia que a tempestade das lesões tinha chegado ao fim, o avançado foi forçado a outra paragem, desta vez devido ao surto de Covid-19 que afetou a equipa. A partir desse momento começaram a soar os alertas na Luz. O rendimento do jogador uruguaio já não era o mesmo: os golos, as assistências, a velocidade e a magia estavam cada vez mais escassos. Nos 12 jogos posteriores à infeção, marcou três golos e fez apenas duas assistências.

Se este cenário já era mau, acabou por piorar ainda mais. As lesões voltaram a atormentar o psicológico de Darwin. As paragens para recuperar e a gestão de esforço levaram a que o avançado somasse cada vez menos minutos ao serviço das águias.

A hipótese de ser operado começou a ganhar cada vez mais força e, depois de ser adiada até ao final da temporada, acabou mesmo por acontecer a 24 de maio deste ano. O SL Benfica emitiu um comunicado, onde informou que o atleta tinha sido submetido a uma artroscopia ao joelho direito e que a intervenção cirúrgica tinha decorrido sem intercorrências.

Atualmente, o uruguaio está em processo de recuperação, mas sem tempo de paragem previsto. Esta situação é algo que inquieta e preocupa os benfiquistas. Com apenas 21 anos, tem um historial de lesões maior do que muitos outros.

Para além disso, os adeptos esperavam mais de um jogador que custou tanto ao clube. A fasquia estava elevada, mas o desempenho ficou aquém do esperado, uma vez que, em 44 jogos, marcou apenas 14 golos e fez 11 assistências. A qualidade está lá, resta agora saber se esta recorrente onda de lesões tem um fim à vista.

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