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Nascido no dia dez de Agosto de 1980, foi chamado à equipa principal do Sport Lisboa e Benfica ainda com 20 anos. Jogava na posição de lateral esquerdo. Na sua carreira tem passagens por vários clubes portugueses: Alverca, Naval, Estoril Praia, Beira-Mar e Leixões; e ainda pelo estrangeiro – Apollon Limassol – onde viria a acabar a sua carreira de jogador. Dedicou-se a uma nova carreira, a de Personal Financial Advisor. No seu currículo tem, ainda, o curso de Treinador Nível II. Falamos de Diogo Luís, 37 anos, lançado por Mourinho no Benfica a dois de Outubro de 2000.

Bola na Rede: Dois de Outubro do ano 2000. Recorda-se desse dia?

Diogo Luís: Recordo-me perfeitamente. Foi um dia especial. Dois dias antes tinha sido informado pelo treinador que iria ser titular, após dois treinos com a equipa principal. Tive dois dias para me mentalizar. O jogo foi ao final da tarde e estive o dia todo ansioso, afinal ia cumprir um sonho de criança.

BnR: Como era a sua relação com José Mourinho?

DL: A relação era ainda curta. Mas o que senti, sempre, foi a confiança do treinador. Eu sentia que não era uma solução de recurso, mas sim uma solução em quem o treinador confiava. A forma como me transmitiu que iria ser titular foi muito inteligente porque demonstrou confiança total.

José Mourinho lançou Diogo Luís no SL Benfica Fonte: SL Benfica
José Mourinho lançou Diogo Luís no SL Benfica
Fonte: SL Benfica

BnR: Nesse jogo tinha 20 anos. Como era na altura lidar com a pressão de jogar a um nível mais elevado?

DL: Cada um gere a pressão de forma diferente. Eu preferia jogar nos jogos em que o estádio estava cheio e contra adversários mais fortes do que contra adversários teoricamente mais fracos porque esses jogos aumentavam a minha concentração. A minha motivação era muito maior. Naquele jogo específico, frente ao Braga, a pressão acabou por passar ao lado porque foi gerida pelo lado positivo. Estava prestes a concretizar um sonho de criança e que era o resultado de todo um trabalho que sempre fiz ao longo dos anos, com muitos sacrifícios, mas sobretudo com muito prazer porque jogar futebol era o que mais gostava de fazer. Sentir a confiança do treinador e dos colegas acabou por ajudar a gerir a pressão de uma forma positiva.

BnR: Na carreira como jogador passou por diversos clubes, como Alverca, Beira-Mar, Naval, Estoril. Qual foi o clube que teve maior impacto na sua vida, a nível do desenvolvimento como atleta, mas também como pessoa?

DL: Sem dúvida que foi o Benfica. Passei 11 anos no Benfica. Desde as camadas jovens, numa fase em que a nossa personalidade se vai formando. Encontrei pessoas fantásticas que me souberam transmitir, não só os valores do Benfica e do desporto, mas também reforçar os valores que a família nos incute. Por outro lado, o impacto de poder representar um grande clube é algo que fica para toda a vida. São sonhos que se cumprem.

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