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Estávamos no início da época 2013/2014. O Benfica, ainda à procura da melhor forma para enquadrar num contexto colectivo tanto talento individual, jogava com o Paços de Ferreira. Rúben Amorim saía por lesão e, juntamente com outros adeptos do Benfica, a apreensão surgiu. As imagens mostraram um jogador a receber indicações de Jesus. No mundo intempestivo das tertúlias de café futebolísticas, um adepto questionou de pronto: “Quem é este?” Sentia-se que boa parte da nação benfiquista, ainda a recapitular tanta entrada, questionava-se sobre o mesmo. Mas, eis que no meio daqueles adeptos, alguém respondeu de uma forma assertiva: “É o Fejsa!” Hoje, todos os adeptos conhecem-no – apesar da confusão com a pronúncia do nome – e, diga-se, têm razões para tal.

Ljubomir Fejsa. Quando chegou, o pedigree futebolístico era desconhecido pelo grande público, mas os números faziam adivinhar consistência e regularidade. Duas vezes tri-campeão, em dois clubes diferentes. A Sérvia até pode ser um país da segunda divisão europeia, mas no futebol as coincidências não existem. A competência é rara e, sabia-se, o Benfica estava a contratar um garante de qualidade.

Duas épocas se passaram e, entretanto, Fejsa já tinha mais dois títulos. Assumindo uma postura discreta, mas quase sempre assertiva, Fejsa esteve durante muito tempo lesionado e nunca conseguiu dar o seu contributo à equipa de uma forma continuada.

Fejsa tem sido um dos mais preponderantes jogadores esta temporada; Fonte: SL Benfica
Fejsa tem sido um dos mais preponderantes jogadores esta temporada;
Fonte: SL Benfica

Rui Vitória, na sua época de estreia, pensou em apostar na dupla Samaris-Fejsa. Os problemas físicos impediram novamente o sérvio de aparecer no onze. Em Dezembro, o aparecimento de Renato Sanches e Pizzi transforma a equipa, mas o aparecimento continuado de Fejsa no onze ajudou a que a equipa ganhasse consistência colectiva. A presença de Fejsa, particularmente, ajudou a que Renato Sanches pudesse libertar-se e transformar o futebol ofensivo benfiquista. Um jogador “defensivo” que ajudou a equipa. Não parece, mas é lógico.

Esta temporada Fejsa elevou o nível. A importância e cada vez maior. Fejsa transformou-se num construtor inteligente, e, acima de tudo, solidificou-se a sua vertente de destruidor de jogo (adversário). Sem abusar do jogo faltoso. Hoje, o sérvio conquista o terceiro anel a cada jogo. Já não há quem pergunte: “Quem é este?” Todos já sabem a resposta.

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