sl benfica cabeçalho 1O mercado de transferências deste Verão trouxe algumas alterações à composição do plantel benfiquista. As saídas de Ederson, de Nelson Semedo e de Victor Lindelof foram as mais mediáticas.

Diz-se na gíria futebolística que o primeiro atacante de uma equipa é o guarda-redes e é mesmo por aí que vou começar este artigo: pela baliza.

Na temporada passada os adeptos do Benfica gabavam-se de ter um guarda-redes que atacava; muitas foram as vezes em que isolou os avançados da equipa. Já esta época nem podem afirmar com total segurança que há um dono da baliza, porque, de facto, não há. Tanto Bruno Varela como Júlio César, ou até mesmo Svillar, têm possibilidade de o ser.

E se para a baliza não há dono para a defesa pouco a situação melhora. Com a saída de Lindelof e de Nelson Semedo, o único jogador que permaneceu intacto na linha defensiva foi o capitão Luisão, ainda que Grimaldo não o seja por razões físicas.

É a partir do meio-campo que o caso se transfigura. Com várias opções válidas para ocuparem o “miolo” do terreno e as linhas de ataque, a equipa está bem e recomenda-se – o que parece contraditório face ao número algo invulgar de lesões que têm afectado o plantel.

Seferovic tem sido o reforço em destaque Fonte: SL Benfica
Seferovic tem sido o reforço em destaque
Fonte: SL Benfica

Dos jogadores que abandonaram o clube nenhum era peça-chave no esquema de jogo de Rui Vitória – ressalva para o grego Mitroglou, que, embora substituído, e bem, por Seferovic, foi autor de 52 golos encarnados num total de 88 jogos realizados.

Já dos que chegaram há a destacar, naturalmente, o suíço Seferovic e, já nas últimas transferências do mercado, o jovem brasileiro Gabriel Barbosa. Crê-se que ambos sejam jogadores capazes de acrescentar qualidade técnica ao jogo ofensivo encarnado ao mesmo tempo que oferecem soluções para os diferentes momentos do jogo.

Respondendo à questão que introduz o artigo, acredito que o plantel está mais fraco – perdeu jogadores com qualidade acima da média que garantiam uma intensidade superior ao jogo –, embora se tenha tornado mais homogéneo. O valor do plantel vai permitir que, quando forem chamados a jogo, os jogadores consigam manter a qualidade de jogo, o que não acontecia na época passada – não porque eram mais fracos mas sim porque, de facto, havia jogadores com um nível competitivo acima daquele que a liga portuguesa oferece.

Foto de Capa: SL Benfica

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