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O clássico, o jogo do ano, o jogo mais quente. O Dragão foi palco do jogo que faz o país parar. Um jogo de reencontros. Um jogo que é um teste a um Benfica que parece estar a subir de rendimento. Um jogo onde Lopetegui defronta a sua pedra no sapato, o único clube a quem não conseguiu ganhar a época passada. Rui Vitória surpreendeu com a entrada de André Almeida para o meio-campo, substituindo Talisca.

Se o Porto entrou mais forte, foi o Benfica a ter a primeira grande oportunidade, com um cabeceamento de Mitroglou e Casillas a brilhar. A primeira parte foi sempre uma luta mais a meio-campo. Um Porto pressionante a ter mais bola mas a esbarrar num Benfica inteligente, que soube fechar os caminhos para a baliza. O conjunto de Lopetegui chegava à área encarnada e não conseguia criar lances de perigo, apostando quase sempre em cruzamentos e remates inofensivos.

Do outro lado, um Benfica que vem a confirmar o que se tem dito. A equipa está a melhorar e teve na primeira parte (até aos últimos 10 minutos) um comportamento inteligente dentro de campo. Aproveitando a velocidade de Gonçalo Guedes e Mitroglou, o Benfica procurava sempre o contra-ataque e por duas vezes esteve perto do golo. Na primeira vez, Casillas voltou a brilhar, e, na segunda, Mitroglou esteve a centímetros do golo.

As melhores oportunidades pertenceram ao Benfica, frente a um Porto que se mostrou algo nervoso e só na recta final da primeira parte chegou com perigo à baliza de Julio César. Aboubakar foi o homem em destaque. Ao intervalo, o Benfica era a melhor equipa em campo, mas o empate aceitava-se num jogo mais de entrega do que espetacular.

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Nelson Semedo está a evoluir como jogador  Fonte: Facebook do Benfica
Nelson Semedo está a evoluir como jogador
Fonte: Facebook do Benfica

Talvez por causa desse nervosismo, o Porto entrou melhor na segunda parte. Aboubakar deu o mote e atirou ao poste. O Porto aparecia diferente e disposto a mudar a história do jogo. O Benfica desde cedo começou a perder o meio-campo e a capacidade de sair em contra-ataque. Rui Vitória percebeu, tarde mas percebeu, que teria de reforçar o meio-campo se não queria ver o Porto a ser melhor equipa. Tirou Jonas para meter Talisca, quando muitos esperavam a saída de Gonçalo Guedes pelo brasileiro ou por Pizzi. O jovem benfiquista saiu um pouco mais tarde (bom jogo do miúdo) para a entrada de Pizzi, mas nesta altura o Benfica já tinha arrebentado fisicamente.

As substituições apareceram já tarde, quando o Benfica já não conseguia responder ao ritmo que o Porto impunha. Num jogo equilibrado, onde a mínima falha poderia ser fatal, esse foi o destino do Benfica. Num lance onde a defesa do Benfica falha, André André aparece sozinho e faz o golo que dá a vitória.

Explicar esta derrota é fácil. Ganhou a equipa que marcou no seu melhor momento. O Benfica teve a primeira parte toda para marcar, quando foi superior, mas ficou muito aquém do esperado na segunda, onde viu o Porto jogar. Culpas para Rui Vitória, que tardou em mexer no jogo. No entanto, saio deste jogo contente com a evolução desta equipa. Já se nota que há processos a ser assimilados, já não se vêem apenas 11 jogadores em campo sem saber o que fazer, mas sim uma equipa. Que a primeira parte sirva de exemplo para o que se quer deste Benfica.

A Figura:

Nelson Semedo – Já afirmei que o seu ponto fraco era a defender, mas hoje esteve muito bem nesse aspecto. A juntar a algumas subidas interessantes, o miúdo está a crescer enquanto jogador dia após dia. Não tenho dúvidas de que no final da época estará feito um jogador.

O Fora-de-jogo:

Substituições tardias – Só numa altura onde o Benfica já se arrastava em campo é que Rui Vitória decidiu mexer no jogo. As substituições deveriam ter sido efectuadas mais cedo, de modo a refrescar o meio-campo, e tirar Jonas primeiro também não foi a melhor opção.

Foto de capa: Facebook do FC Porto