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O caso prolongar-se-á indefinidamente. Há toda uma rede de “exímios” profissionais das suas áreas que é acusada de participar em crimes de violação do segredo de justiça, de dívidas ao fisco, branqueamento de capitais, entre outros. O amontado de casos análogos (Casos dos e-mails, Operação Lex, E- toupeira) faz com que o público não tenha bem noção do que realmente difere entre cada caso. Isto tudo acontece porque muitos órgãos de comunicação social de renome aplicam a máxima de “sermos os primeiros”: mal se vê um advogado do SL Benfica à porta de um tribunal ou um elemento da estrutura encarnada a dar um passeio pelo Terreiro do Paço, a notícia aporta nos sites dos respetivos meios de comunicação social.

A imundice é já tanta e a quantidade de factos que poderão comprovar os alegados crimes são tão abundantes, que é natural que sejam colocados todos no mesmo saco: Luís Filipe Vieira e, infelizmente, irremediavelmente, Sport Lisboa e Benfica. E esta é a parte grave, porque não afeta só um Presidente e todos os alegados cúmplices, prejudica milhões de pessoas.

Quais poderão ser as consequências de todos estes casos para a instituição SL Benfica?
Fonte: SL Benfica

Deixando de lado o discurso “romântico-clubístico”, no qual se reveem a maioria dos adeptos benfiquistas, é elementar conferir quais as consequências para a marca Benfica, cuja popularidade foi vangloriada pelo Presidente encarnado.

O “faz tudo”, Soares Oliveira, que foi o mesmo senhor que já veio falar da compra de um clube da Premier League, que já surgiu ao público afirmando que o Benfica é um dos clubes mais vanguardistas da europa, que já se reuniu com investidores chineses, pronunciou-se sobre os efeitos desta desonra: «Estudamos tudo o que pode afetar a marca Benfica». Depois desta declaração tudo fica em águas mais brandas, até porque a prestigiada Fly Emirates nem está a ponderar afastar-se das camisolas vermelhas dos jogadores do Benfica: antes não fosse ironia. De acordo com o jornal “O Jogo”, os patrocinadores do Benfica estão preocupados com as consequências para as suas marcas, devido à exposição mediática do Benfica com os casos que afetam o clube encarnado – empresas como Emirates, Sagres, Coca-Cola, NOS e Huawei, “querem ouvir explicações sobre tudo o que tem sido tornado público e sobre a responsabilidade do Benfica em cada processo e as soluções pensadas para proteger a marca do clube e, por inerência, os seus investidores” – escreveu o jornal “O Jogo”.

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