Desde a sua inauguração em 2005, que são vários os jogadores que têm saído do clube a troco de milhões. O centro de formação e estágio no Seixal, tem sido fundamental para as camadas jovens do clube. Hoje em dia, o SL Benfica é conhecido mundialmente pela a sua enorme qualidade na formação de jovens futebolistas. Muito se deve, ao forte investimento por parte do clube, em transformar o Caixa Futebol Campus, num verdadeiro centro de alto rendimento.

João Carvalho vendido e Diogo Gonçalves emprestado por uma época com opção de compra. Estes dois atletas são os últimos exemplos do muito trabalho que tem sido feito na formação. A rentabilização e a prosperarão, são temas de muita importância para os responsáveis do clube. Gasta-se menos em contratações e mais na formação.

João Carvalho fez formação no clube. Chegou à equipa B onde realizou vinte e dois jogos e logo a seguir foi emprestado a meio da época ao Vitoria FC. Ganhou destaque na primeira liga e logo despertou o interesse de Rui Vitoria que quis contar com ele na temporada seguinte.

A sua integração no plantel encarnado foi vista com bons olhos pelos dirigentes encarnados, que já viam nele potencial para render na equipa principal, para mais tarde valer uma futura venda. Mas no começo foi intercalando pela equipa B e a equipa principal.

Foram poucos os minutos rentabilizados em campo ao longo da época. O seu impacto na equipa ficou aquém das expectativas. Não foram de todo más exibições, mas também não executou na perfeição, aquilo que o treinador pretendia dele.

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Previa-se um novo empréstimo do médio ofensivo, ou uma provável venda. E foi isso que aconteceu. Tal como foram outros casos de Bernardo Silva, Ivan Cavaleiro, André Gomes, o Benfica conseguiu junto do superagente desportivo, Jorge Mendes, a venda para o Nottingham Forest a troco de quinze milhões de euros (valor que é pré-definido a contar pelas comissões).

O Caixa Futebol Campus é uma referência no mundo do futebol
Fonte: SL Benfica

O caso de João Gonçalves não é muito diferente. O jovem português de vinte e um anos, andou durante duas épocas a saltar da equipa B para a equipa principal. Sem muito espaço no onze titular, foram poucas as oportunidades dadas para mostrar todo o seu valor. E esta época, provavelmente, ainda seriam menos as chances de somar minutos.

Foi então que mais um negócio já premeditado deu-se como consumado. Empréstimo para um clube onde pudesse crescer enquanto jogador e ganhar experiência num campeonato diferente. Aos olhos do clube, é sempre um ativo a ser rentabilizado, e caso os responsáveis do clube inglês fiquem satisfeitos com as prestações em campo, pode ser confirmada mais uma venda de um jovem português formado no Benfica, no Caixa Futebol Campus.

Resumindo, não é novidade e nem seria de estranhar, este tipo de política desportiva e financeira. Pode não ser da opinião de todos, mas a verdade é que os jovens portugueses têm tido oportunidades, cada vez mais, de se mostrarem na equipa principal e prosperarem no futebol estrangeiro. Tendo ou não espaço no plantel, acabam por ser emprestados ou vendidos, o que facilita e bastante a carreira futebolística dos atletas tanto a nível financeiro como desportivo.

Foto de Capa: Nottingham Forest FC