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O avançado carrega nas suas costas todo um culminar de ideias e métodos, que por si só deveriam o levar ao sucesso. Mas a verdade é que o futebol não é assim tão linear. E na grande aérea, nada se perde, tudo se transforma.

É nessa zona do campo onde a ação tem de vir colada ao pensamento. Costuma-se dizer que ali, quem joga é a bola. Apesar do foco (a baliza), estar tão perto, a verdade é que a complexidade aumenta.

Ou por dificuldades a finalizar, ou somente porque pisar tal espaço retira qualidade nas decisões, há quem perca competências, o que leva a muitos bons avançados, a não se evidenciarem tanto. E isto tudo porque o “Golo” é o juízo final de contas para o jogador.

Jonas e Raul Jiménez são os prediletos de Rui Vitoria desde há três anos para cá. Os que mais confiança transmitem ao treinador. Jogadores muito diferentes nas suas características, são capazes de oferecer contextos sinónimos ao jogo. O que enriquece o plantel encarnado. Foram em inúmeras vezes, os responsáveis de muitas conquistas. Sempre pelos golos, fosse com regularidade e em número, ou pelos poucos, mas importantíssimos.

Verdade seja dita, que apesar da qualidade de ambos ser reconhecida, existe um Benfica com Jonas e outro com Jiménez. Perde-se e ganha-se com um e com outro. Características diferentes, abordagens diferentes. Mas no final de contas, o que é que realmente a equipa tem a ganhar com um e com outro?

Legenda: Excelente pormenor de Raul, a cruzar de letra para finalização de Jonas
Fonte: SL Benfica

Dentro da aérea Raul, mexe-se como poucos. Sempre muito confiante nas suas ações e na forma como aborda cada lance. Apesar de fora da zona de finalização, não ter tanta capacidade técnica que lhe permita chegar mais perto da baliza e com critério, consegue sempre encontrar caminhos mais objetivos para o golo. Defensivamente, com as suas características físicas, o Benfica ganha a capacidade de pressionar mais alto e controlar os espaços entre os defesas e os médios adversários.

Um verdadeiro trabalhador dentro de campo, que faz qualquer defesa elevar os níveis de intensidade ao mais alto. Por outro lado, o mexicano denota dificuldades quer na sua tomada de decisão, quer na relação com a bola. Apesar de mais hábil do ponto de vista motor relativamente a Jonas, várias são as vezes que demonstra debilidades quando tem que decidir rápido e assertivamente.

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Desde de 1993 que a cor que lhe corre nas veias é vermelha e branca! Quando era mais novo, chegou a jogar no clube rival de Lisboa, mas nunca escondeu que o seu grande amor era o Glorioso. Tem uma enorme admiração pelo Liverpool FC. Gostava de um dia ir a Anfield Road e cantar bem alto a canção que imortalizou os Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone!" A dar os primeiros passos como treinador de futebol, o seu maior sonho é treinar o clube de coração e alma, o Sport Lisboa e Benfica.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.