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Fonte: UEFA

Juventus FC 0-0 SL Benfica (2013/2014) – Como as grandes epopeias são aquelas em que os heróis derrotam gigantes monstros e ultrapassam incontáveis dificuldades, o herói Benfica não poderia ser diferente.

A grande história começa-se a escrever no dealbar da segunda metade, quando Mark Clattenburg mostra o vermelho a Enzo Pérez. Faltavam 23 minutos para o final e a equipa via-se sem o seu motor, o que obrigou Jesus a mostrar todo o seu manancial tático: faz entrar Almeida para apoiar Rúben Amorim, e obriga Markovic e Gaitán a acompanharem os alas adversários, locomotivas que faziam girar a engrenagem do 3-5-2 de Conte, que dinamitaria a Premier League anos depois.

A Juventus montou o cerco, mas não se pode dizer que tenha feito mossa. Ao posicionamento irrepreensível do… X encarnado, juntou-se a frieza sobrenatural que só Jan Oblak sabia ter em alturas de maior pressão.

Nos descontos, e já com nove jogadores por força da lesão de Garay, o Benfica revelava toda a sua valia numa simples, mas ousada, armadilha de fora-de-jogo: há canto do lado direito para os da casa. Com seis minutos na compensação, todos sobem, até Buffon, no esforço final em procura do golo que dava direito a disputar a final no seu próprio estádio.

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Assim que Pirlo cruza, a linha benfiquista avança de forma sincronizada. Há um cabeceamento fraco, Oblak defende para o lado, a bola sobra para Pogba, mas a bandeirola sobe, naturalmente. O craque francês fica confuso; quando se apercebe e olha para trás,  já os jogadores encarnados assumiam as posições para o livre indirecto…