paixaovermelha

Jorge Jesus tinha dito, na conferência de imprensa de antevisão da partida frente ao Moreirense, que o Benfica valorizava a Taça da Liga – o que acaba por ser legítimo, tendo em conta que os encarnados ganharam cinco das setes edições da competição. Ora, o treinador benfiquista foi da teoria à prática e apresentou um onze forte, numa mistura entre jogadores do habitual onze titular e algumas segundas opções, que foram mais do que suficientes para vencer a equipa de Moreira de Cónegos. 

Perante um Benfica que entrou dominador e mandão, tal como se esperava, o Moreirense, sabendo de antemão que apenas a vitória lhe permitiria alcançar um lugar nas meias-finais da Taça da Liga, fez uma primeira parte de muito bom nível, demonstrando, mais uma vez, que é uma equipa sólida. Ainda assim, o Benfica deu sempre a sensação de que a vitória era apenas uma questão de tempo. Sem grandes rasgos individuais, as águias evidenciaram bom entendimento, principalmente na frente de ataque, com Jonas e Ola John a demonstrarem qualidade acima da média. O Moreirense, por seu turno, apostava nos lances de contra-ataque, explorando a rapidez dos alas, sem, contudo, conseguir causar grande perigo junto da baliza de Artur.

Jonas tem somado golos atrás de golos com a camisola do Benfica Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Jonas tem somado golos atrás de golos com a camisola do Benfica
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica 

Com poucas oportunidades de golo na primeira parte, o Benfica entrou para o segundo tempo decidido a por um ponto final na partida e, consequentemente, na dúvida sobre quem seguiria para as meias-finais. O Moreirense, apesar da boa organização defensiva, foi incapaz de impedir um grande golo de Jonas à passagem do minuto 65, depois de uma excelente tabela entre o ex-avançado do Valência e Derley. Já com Samaris em campo, que formou dupla no meio-campo com Cristante, o Benfica aumentou ainda mais o controlo da bola e, evidentemente, da partida. O Moreirense mostrava-se agora inábil nas saídas em contra-ataque e Ramón Cardozo, que esteve bastante em jogo na primeira parte, era somente um expectador. Foi, aliás, com alguma naturalidade que os encarnados chegaram ao segundo golo da partida, após um lance de insistência de Derley – que trabalhou imenso –, André Marques, numa tentativa de cortar a bola, fez um auto-golo.

O resto da partida foi um autentico monólogo do Benfica, que evidenciou, assim, o excelente momento de forma em que se encontra. Os encarnados seguem em frente na prova com três vitórias em três jogos.

A Figura:
Jonas – Hoje, o Benfica foi Jonas mais dez. É um jogador de uma classe notável. Parece-me que, neste momento, é um jogador indiscutível no onze titular do Benfica.

O Fora-de-jogo:
Sulejmani – é certo que veio de uma lesão prolongadíssima, mas tem de fazer muito mais se quer se aposta para o que falta de época. Com uma qualidade técnica invejável, o sérvio tem obrigatoriamente de ser mais objetivo nas suas ações.

 

Comentários