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Na semana passada, muita tinta correu em torno da polémica que envolve o médio do Benfica Samaris. No final do Benfica-Moreirense da 28.ª jornada da Liga NOS, os ânimos exaltaram-se e o grego deu um murro a Diego Ivo, jogador da equipa de Moreira de Cónegos. Um incidente que logo gerou um alvoroço nas redes sociais e na comunicação social (até o Sporting apresentou uma queixa na sequência dessa agressão). Certo é que o jogador dos ‘encarnados’ foi alvo de um processo disciplinar e, de acordo com os trâmites relativos a esta sanção.

Houve pedidos de um processo sumário para o médio grego, mas, uma vez que esse género de processo tem um período de suspensão máximo de um mês e o tipo de agressão de Samaris a Diego Ivo pode ser punível até 10 jogos de suspensão, foi aplicado um processo disciplinar. O processo encontra-se agora sob averiguação na Comissão de Instrutores (CI) da Liga, que, ou irá mandar arquivá-lo, ou irá propor um castigo ao camisola 7 das ‘águias’. Entretanto, enquanto aguarda uma decisão, Samaris continua a poder jogar sem restrições.

É muito provável que o jogador acabe mesmo por ser castigado. E com razão. Talvez tenha sido uma atitude irrefletida, mas é condenável e injustificável. Estamos na reta final do campeonato, com o título a ser disputado até ao fim; os jogadores, como profissionais que são, não podem, de todo, jogar mais com o coração do que com a cabeça. Neste momento, o Benfica precisa de tudo menos de instabilidades desnecessárias.

O "Caso Samaris" domina a atualidade desportiva portuguesa Fonte: SL Benfica
O “Caso Samaris” domina a atualidade desportiva portuguesa
Fonte: SL Benfica

Para além de que o futebol é um desporto que prima pelo espírito de equipa e pela competição saudável. Há miúdos que crescem a tomar como modelos os seus ídolos do futebol, e não é benéfico que se lhes passe estas mensagens que deturpam a beleza do desporto. É também importante que se apoie os jogadores nestes momentos menos felizes; não numa tentativa de passar ‘paninhos quentes’ ou de desculpar o erro, mas, sim, de modo a entender que foi um ato irrefletido (entender não é sinónimo de desculpar, sublinho) e a não quebrar a união que é precisa no campeonato (especialmente nesta reta final, antes de um derby que muito peso vai ter nas contas finais). E isso os adeptos do Benfica souberam fazer: no jogo frente ao Marítimo, o povo ‘encarnado’ aplaudiu Samaris, que apontou para o símbolo que envergava ao peito, em jeito de agradecimento. Isto, sim, é bonito de se ver.

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No próximo sábado, o Benfica desloca-se a Alvalade e, jogue Samaris ou não, que não se estrague a festa do futebol.

Foto de capa: Facebook Oficial de Samaris