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Foram 5-1 contra o Rio Ave, mas não está tudo bem. Os comentadores e alguns “especialistas” andam doidos nos elogios que usam para vangloriar a performance do Benfica na segunda parte do encontro contra o Rio Ave – para o campeonato.

Não há outra forma de dizer isto, sem ser a maneira mais direta e eficaz. O meu clube é bipolar. Como já disse, várias vezes, Rui Vitória não me convence. Um senhor extremamente educado, por aquilo que conseguimos observar no contacto com os jornalistas na sala de imprensa, que não entra em bate bocas – mantendo o nível de “seigneur sophistiqué de la renommée”. Um bom falante, inteligente, que não consegue ter a rigidez de bater com a mão na mesa quando as coisas não saem bem.

Apesar da vitória, o Benfica não mostrou o futebol desejado.
Apesar da vitória, o Benfica não mostrou o Futebol desejado.

Em boa verdade, digo que a segunda parte do Benfica foi, de facto, uma mudança da qualidade exibicional dos encarnados, que se pode dever, possivelmente, a alterações e a atitudes repreensivas do técnico encarnado. Mas deixo de acreditar nessa viragem de paradigma quando, jornada após jornada, surge uma vitória suada, ou um empate, ou uma derrota, ou uma vitória aliada a uma péssima exibição.

Não há exigência a mais. Não há limites para as criticas – elas têm de surgir mesmo quando a equipa ganha. Faço, através da minha escrita, um apelo, nem que seja a um único leitor e adepto de Futebol: Criticar não é trair, criticar não é feio. Apoiar a equipa até ao fim é uma máxima, defender os interesses dos nossos clubes é um imperativo. Mas nunca devemos deixar que os nossos sentidos sejam ludibriados. Critique-se! Pois ainda não se joga à Benfica!

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Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

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