Chegámos à primeira pausa para seleções da temporada, o que significa que os primeiros jogos da Primeira Liga rumo à reconquista já foram jogados e que as competições europeias estão aí ao virar da esquina.

O Benfica teve um mercado precocemente movimentado, garantindo grande parte dos reforços no início do defeso, deixando apenas Gabriel para o final da janela de transferências. A equipa fez uma pré-temporada relativamente positiva e deixava alguma expetativa para os primeiros desafios da quarta temporada de Rui Vitória ao leme dos encarnados.

A época começou com uma vitória caseira contra os turcos do Fenerbahçe, se bem que difícil e a demonstrar que havia alguns pontos a afinar, nomeadamente na finalização. Este pequeno, grande problema pareceu ter sido apenas uma exceção, tendo em conta os três golos nos primeiros 45 minutos frente ao Vitória SC. Porém, nova fragilidade se evidenciou, desta vez na defesa, ao sofrer dois golos e sofrer até ao fim para arrecadar os três pontos num jogo que parecia conseguido logo na primeira parte, dando o primeiro passo rumo à reconquista.

De seguida, as águias voaram para o Play-off da Liga dos Campeões ao empatar a uma bola na Turquia, um feito importante antes de entrar num campo também complicado: o Bessa. No entanto, a turma de Rui Vitória pareceu bastante pragmática e ofereceu um jogo calmo no terreno do Boavista, vencendo por duas bolas a zero. Alguns acertos foram feitos para que aquele fosse um jogo tranquilo, ao contrário do que aconteceu três dias depois.

Uma equipa teoricamente mais fácil do que o Fenerbahçe foi empatar na Luz numa noite do desperdício. Voltou a fraca finalização contra o PAOK, o que levou a que o Benfica fosse obrigado a marcar na Grécia para que passasse à fase de grupos da liga milionária. Ainda para mais, daí a quatro dias jogava-se o grande dérbi lisboeta no Estádio da Luz.

Anúncio Publicitário

No jogo frente ao Sporting CP, houve novamente uma falha na finalização. Passou de ser uma exceção para ser a regra. O Benfica teve oportunidades para ficar com os três pontos, mas deixou o Sporting marcar primeiro por grande penalidade, e só conseguiu empatar o jogo para lá dos 80 minutos da partida. A presença de uma referência finalizadora no ataque facilitaria o trabalho à equipa. Dentro do azar, houve sorte, pois o rival do Norte, FC Porto, foi surpreendido em casa ao ser derrotado pelo Vitória SC por 2-3.

Seferovic entrou para o onze frente ao PAOK, na Grécia, e tem estado com o ‘pé quente’
Fonte: SL Benfica

No rescaldo da crise da finalização, Seferovic entrou para o ataque, e parece que resultou – tenha sido por causa do suíço ou não. Os encarnados ainda sofreram primeiro, num início de jogo apático, lento e nervoso, mas reagiu bem e ganhou por 1-4 em Salónica. A fechar o arranque de temporada alucinante – com oito jogos em 26 dias – houve visita à Choupana a confirmar que Seferovic está com fome de golo. O ponta de lança foi o primeiro a marcar na goleada por 0-4 na Madeira.

Com estes resultados, a reconquista continua a ser o objetivo e o Benfica partilha a liderança da Primeira Liga com 10 pontos – três vitórias e um empate -, juntamente com SC Braga e Sporting CP. A seguir de perto, com nove pontos, está o FC Porto e o CS Marítimo. Quanto às competições europeias, ficou no grupo E, com FC Bayern de Munique, AFC Ajax e AEK de Atenas.

Foi um arranque de época positivo, perdendo pontos apenas no embate contra o Sporting que confirma a enorme dificuldade do treinador português em vencer contra os rivais diretos. Porém, está na liderança partilhada da Primeira Liga e garantiu a presença na maior prova europeia e um encaixe de 43 milhões de euros nos cofres da Luz. O regresso às competições será contra o Rio Ave, num jogo a contar para a primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga, seguindo-se a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões contra o cabeça de série do grupo, o Bayern de Munique.

Saudações Benfiquistas!

 

Foto de Capa: SL Benfica