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Raul Jiménez é um jogador que divide opiniões. Há quem veja nele potencial e qualidade, há quem diga que não deveria pertencer aos quadros do Benfica e ainda há quem tenha a opinião de que lhe falta espaço e minutos para poder provar o seu jogo. Porém, um parâmetro que pesa nestas opiniões é o facto de Jiménez ser o jogador mais caro de sempre da história do SL Benfica. Custou 22 milhões de euros aos cofres dos encarnados e há pouca gente convencida de que o mexicano tenha qualidade para valer tamanha quantia.

Foi contratado na época passada, 2015/16. A transferência foi de 9,8 milhões de euros por 50% do passe do jogador. Na última janela de transferências, em pré-época 2016/17, os restantes 50% dos valores económicos de Raúl foram adquiridos por 12 milhões, pagos ao Atlético Madrid, antiga casa de Jiménez. Contas feitas, custou 21,8 milhões de euros, ultrapassando o maior investimento em reforços. Antes do mexicano, quem detinha esse título era Pizzi, contratado por 14 milhões, também ao Atlético de Madrid. Para o futebol português, estes valores são bastante elevados quando se tratam de contratações em vez de vendas. Assim, depois de uma época em que por poucas vezes jogou de início e já tem 25 anos de idade, fica a dúvida se este foi um bom investimento da parte de Luís Filipe Vieira.

Estatisticamente, o jogador mexicano participou em 45 jogos pelo Benfica em todas as competições. Marcou por 12 ocasiões, sendo algumas delas cruciais para a campanha bem sucedida dos encarnados. Relembrando os dois golos contra o Astana, no Cazaquistão, que garantiram um empate a duas bolas, o pontapé ‘do meio da rua’ contra o Zenit que bateu no poste e permitiu a Sálvio finalizar de cabeça, o golo aos 85 minutos contra a Académica quando o jogo estava ainda 1-1, a renovação de título de herói com o golo solitário em Vila do Conde e ainda a confirmação de reviravolta na meia final da taça da liga contra o Braga. Aqui foram enumerados cinco dos 12 golos do mexicano que tiveram enorme importância para as contas das várias competições em que o Benfica se encontrava inserido.

Raúl Jiménez na posição de herói. Marcou os dois golos frente ao Astana, após estar a perder por 2-0 Fonte: SL Benfica
Raúl Jiménez na posição de herói. Marcou os dois golos frente ao Astana, após estar a perder por 2-0
Fonte: SL Benfica

Pondo de parte os números, o que vale Raúl Jiménez em campo?

O Benfica está habituado a jogar com um avançado fixo e um outro mais solto. Na época passada era Jonas e Mitroglou, uma dupla feroz que não deixava espaço para Jiménez se mostrar. Este ano temos Gonçalo Guedes, o miúdo que começa a dar passos de gigante na política ofensiva do Benfica, e, novamente, o grego. Porém, vê-se mais Jiménez a atuar de águia ao peito. Contabiliza 12 jogos e 4 golos, num total de 20 jogos em todas as competições. A sua não participação em alguns destes jogos deveu-se a contração de uma lesão de paragem prolongada. Lesões estas que vêm a atormentar o Benfica esta época, o que põe em cima da mesa uma outra pergunta: Qual a participação de Jiménez nos jogos já disputados, com todo o plantel em forma?

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