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Se o Benfica de Jesus de outras épocas nos habituou a golos e a um futebol bonito, nesta época, está longe de se conseguir as exibições de outrora com a respectiva “nota artística” de que JJ tanto fala.

Uma primeira parte desgarrada e sem ritmo que só animou com um ou outro rasgo de Gaitán, incluindo o golo marcado pelo argentino, que resultou de algumas boas triangulações da equipa encarnada e de, sem tirar o mérito ao jogador, alguma sorte no pseudo desvio de Mexer. De resto, nada de jeito a assinalar; as falhas defensivas e os passes errados repetem-se jogo após jogo, e Fejsa começa a dar razão aos adeptos do Olympiakos que festejaram a sua venda. Não digo que seja mau jogador, apenas que ainda não encontrou o seu espaço no sistema táctico da equipa, e, sem o Matic para patrulhar o meio campo, o Benfica ressente-se da sua fraca contribuição. Já na frente de ataque, Lima continua perdulário e pergunta-se por Rodrigo. Já Markovic, acredito em que ainda não esteja preparado para a titularidade. É um jogador com um potencial tremendo, mas sinto-o complexado com a ideia de ter de fazer uma excelente exibição, e muito querer, às vezes, atrapalha. Defendo que deva começar no banco e entrar a meio da partida para somar minutos, ganhar entrosamento com a equipa e habituar-se ao futebol português, até porque é um jogador que, fresco, é capaz de desbloquear uma partida.

Uma exibição longe de nota artística Fonte: Maisfutebol
Uma exibição longe de nota artística
Fonte: Maisfutebol

Cruzei os dedos e esperei que na segunda parte vislumbrasse nem que fosse uma miragem do que a equipa consegue realmente fazer. Temos, provavelmente, o melhor plantel do campeonato português e praticamos, provavelmente, o pior futebol dos três grandes. Mentira, na segunda parte ainda conseguiram baixar mais o ritmo de jogo e tornar a partida completamente desinteressante. Começo-me cada vez mais a aperceber da Cardozo-dependência de que sofremos. Quando não joga, batalhamos os 90 minutos para conseguir marcar um golinho que seja, e o Benfica de Jesus não é o Benfica de Trapattoni, até porque, hoje em dia, defendemos bem pior.

O Nacional ainda teve uma ocasião flagrante de golo num toque de calcanhar mas, felizmente, o poste foi o melhor amigo de Oblak, que, a brincar, a brincar, em dois jogos a titular sofreu zero golos. Para finalizar, um jogo para a Taça da Liga como foi este contra o Nacional podia ter servido para experimentar outros jogadores que têm tido pouco tempo de jogo, nomeadamente o Djuricic e Ola John, mas o Jesus teima em embirrar com jogadores. Em tempos, o Rúben Amorim; agora, o pobre holandês. Espero que encontremos o nosso caminho e, mesmo sem apresentarmos um terço do futebol que praticávamos, por exemplo, na época transacta, fechemos o ano de 2013 com uma vitória e com perspectivas de lutar até ao fim pelas competições em que estamos inseridos (as mesmas do ano passado). Pode ser que sejamos um Bayern versão 2.0 e que fiquemos em segundo em todas as competições numa época e as vençamos a todas no ano seguinte.

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PS: Um Feliz 2014 para todos os leitores e para todos os meus colegas do Bola Na Rede. Confirmem que entram com o pé direito.

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O Pedro é uma personagem incontornável no universo benfiquista, principalmente quando se encontra no interior do Estádio da Luz. Os adeptos de cadeiras vizinhas já chegam ao ponto de exclamar "já não te posso ouvir" em jogos mais intensos. A nível de futsal, torce pelos Independentes de Sines.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.