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De La Fontaine a Shakespeare, o Mundo encheu-nos de histórias que criam sonhadores e destacam os mais audazes. No campeonato futebol de português, a história não é diferente. Se Shakespeare me faz lembrar dos contos mais esperançosos e mais belos que terminam em tragédia, La Fontaine lembra-me as suas fábulas e todas aquelas vezes que, quem ri por último ri melhor, que devagar se vai ao longe e que cada passagem nas nossas vidas deve servir de aprendizagem.

Mais uma vez, no campeonato português, a cantiga é a mesma. E porquê? Se as lendas fazem parte do seu historial, muitos adeptos insistem nos mitos, nas suposições e nas vitórias morais quando, na maioria das vezes, “casa de ferreiro, espeto de pau”.

Antes de mais, eu não condeno a imaginação fértil e crença dos adeptos dos clubes rivais e porquê? Cresci a ver o Benfica rodeado de incompetentes, de campeonatos ganhos no Verão ou (com sorte) no Natal. Cresci a ver dirigentes cujas aparições públicas eram apenas para desculpar os seus fracassos e para se refugiarem em arbitragens. Logo, eu percebo a revolta e entendo que a verdade seja dura e que tentem fazer de tudo para terminar a hegemonia do Benfica na história recente do futebol português, antes sequer da temporada começar.

Nos últimos anos, quantas vezes se ouvem os mitos de um Futebol Clube do Porto com alma e como o suposto melhor futebol praticado em solo lusitano mas que, quando se lembram que não têm banco, já é tarde de mais? Todas as épocas. Admiro a atitude que o Sérgio Conceição tem tido. Sem falar que é um claro upgrade em relação ao Nuno Espírito do Santo, a sua persistência, insatisfação e nível de competitividade e intensidade exigidos a meio de Julho, faz-me lembrar a chegada de Jesus ao Benfica onde, chegava a Fevereiro, sem pernas para o resto da temporada. Mais do mesmo portanto.

Nos últimos anos quantas vezes ouvimos os mitos de um Sporting líder do mercado, de um Sporting com um plantel claramente superior aos rivais e campeão já em Agosto? Todas as épocas. Como as fábulas de La Fontaine deveriam ter ensinado Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva e Jorge fala-se depois do sucesso alcançado. Mas não é que a cantiga continua a mesma? Mais uma vez vemos um Jorge Jesus a investir Mundos e fundos num ataque e uma defesa cheia de invenções e dúvidas para a próxima época.

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Depois de 11 anos como federado, a tática, a estrutura, e tudo aquilo que envolve o futebol fizeram com que Júnior visse o futebol de uma maneira diferente. Adepto assíduo da Premier League desde os seus seis anos, acredita ainda que a essência do futebol de rua perdurará sempre em detrimento da tática. Considera-se um estudioso do futebol.                                                                                                                                                 O Júnior escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.