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sl benfica cabeçalho 1Há muitas formas de descrever a caminhada do clube da Luz na Champions até ao momento. A minha preferida é “não caminhada”, até porque perder três dos três jogos realizados e num deles ser goleado por uma equipa como a do Basileia é tudo menos caminhar.

Assume-se que o termo repetido acima envolva movimento, avançar, muito ou pouco, ou qualquer outro termo que seja oposto ao de repouso e inércia. O que o Benfica fez até agora foi marcar um golo, sofrer oito e conseguir conquistar uns incríveis zero pontos.

Os momentos atravessados pela equipa em cada um dos três jogos foram, claramente, bastante distintos, no entanto, o resultado foi o mesmo em todos: derrota. No primeiro jogo na Luz era de esperar uma vitória frente ao CSKA, tanto que os encarnados começaram em vantagem no marcador, algo que depois conseguiram desperdiçar. Tudo mais ou menos bem, porque o jogo na Suíça era certo. Ou então não. Logo aos dois minutos de jogo, o grande Basileia marcou o primeiro de cinco golos. Nesta desastrosa deslocação, o Benfica nem cheirou qualquer hipótese de pontuar. Sem atitude, vontade ou esforço, viu-se um quarto classificado da mediana liga suíça brincar com o tetracampeão português. Como o jogo estava desastroso e dava a todos uma ligeira vontade de chorar, André Almeida conseguiu fazer uma piadinha e ser expulso. Que maravilha! Julgo que o momento em que o lateral perdeu a cabeça resume bem tudo aquilo que se passou no estádio St. Jakob-Park.

O Benfica não foi capaz de vencer nenhum jogo da Champions League Fonte: SL Benfica
O Benfica não foi capaz de vencer nenhum jogo da Champions League
Fonte: SL Benfica

Aquando do jogo frente ao Manchester United uma onda de esperança inundou tudo e todos inexplicavelmente (até eu acreditei ser possível pontuar frente aos ingleses). Svilar não pareceu má ideia e todos pareciam acreditar que a reencarnação do Heath Ledger com 18 anos iria ser a salvação. Acabou por “custar-nos três pontos” (ou um, depende da perspetiva).  Na prática, esta afirmação até faz sentido, mas se formos analisar bem as coisas e as chamarmos pelos nomes, Svliar e a terrível defensiva encarnada estão longe de ser o único problema da equipa. Como é suposto ganhar um jogo sem sequer se rematar à baliza?

Vamos, então, tentar esquecer o horror que foi a primeira volta da competição milionária e concentrarmo-nos apenas na segunda, que é a única que importa para o Benfica conseguir, ou não, prosseguir (ou iniciar verdadeiramente) a sua caminhada europeia.

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