Roger Schmidt é vermelho e branco | SL Benfica

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Kampl, Sadio Mané, Soriano e Alan. No 4-4-2 base que se desenrolava tanto em 4-2-2-2 como em 4-3-1-2, Roger formatou aquele conjunto de jogadores a futebol de alta tensão – a única forma de confirmar o ascendente que o clube vinha sentindo e consolidar-se definitivamente como principal dominador. Em Viena, Austria e Rapid começavam a perder a chama mas ainda eram campeões regularmente. O Sturm Graz tinha triunfado em 2010-11.

2012-13 foi por um triz. O Austria faz um campeonato imaculado e acaba com 82 pontos. Roger alcança o segundo posto, fazendo 91 golos. Fartura que não havia chegado para o objetivo principal. Tentar novamente? Com certeza: 2013-14 é o arranque do Salzburgo dono da Bundesliga austríaca. Como?

Com 110 golos marcados em 36 jogos – Soriano faz 31, Alan 26 e Mané 13. Muita jogatana também na Europa, com seis vitórias em seis jogos da fase de grupos da Liga Europa. 15-3 em golos. Nos 16 avos-de-final havia de calhar o Ajax de Frank de Boer

Havia Siem de Jong, Eriksen, Daley Blind, Klaassen, Schöne, Bojan Krkic ou Viktor Fischer. 3-0 em Amesterdão, 3-1 em Salzburgo, seis no agregado – com demonstrações superlativas de como aplicar o Gegenpressing, ainda novidade no mundo da bola.

O sucesso retumbante abriu-lhe as portas da liga principal do seu país. Em Leverkusen, constrói outra grande equipa, que apesar da ausência de títulos conseguiu fixar  no topo do futebol germânico à custa da tal obsessão pela baliza adversária.

Os quatro da frente em 2014-15, ano em que calha no mesmo grupo do SL Benfica na Liga dos Campeões? Bellarabi, Çalhanoglu, Heung Min Son e Kießling. Nada mau. Se havia matéria prima, conseguiu novamente entrosá-la da melhor maneira possível. Passagem à fase seguinte uefeira – seria eliminado pelo Atlético de Simeone, a sua antítese – e 4º posto final na Bundesliga.

Em 2015-16, com o dinheiro gerado pelas vendas de Gonzalo Castro e Son, recruta (além de André Ramalho, que já tinha orientado no RB Salzburgo e voltará a encontrar no PSV) Tah, Papadopoulos, Aranguiz, Kampl e Chicharito. Faz terceiro lugar, a 28 pontos do Bayern de Guardiola e a 18 do Borussia de Tuchel.

Foi o primeiro dos não-galáticos. Sendo também terceiro na Liga dos Campeões, num grupo com Barcelona e Roma, cai na Liga Europa para encontrar novamente Jorge Jesus: mais uma vez o resultado desnivelou a favor do alemão, com 4-1 no agregado. Sairia de cena na ronda seguinte, frente ao Villareal.

2016-17 seria o tudo ou nada. Foi nada, dentro dos seus parâmetros de sucesso regular. Ultrapassa novamente a fase de grupos da Champions – obrigando o Tottenham de Pocchetino a contentar-se com a Liga Europa… – para cair ingloriamente aos pés do carrasco de sempre.

Pedro Cantoneiro
Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

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