A CRÓNICA: SC BRAGA DESAPARECIDO NO DUELO PELOS LUGARES EUROPEUS

Foi o jogo cartaz da jornada 24 da Primeira Liga. O Estádio Municipal de Braga acolheu o duelo entre o SC Braga e o SL Benfica, numa luta que se esperaria aguerrida entre ambas as equipas, dadas as posições que ocupam na tabela e os objetivos que anseiam alcançar.

A primeira parte ficou marcada por um domínio ofensivo do SL Benfica bastante notório. Aos nove minutos, Grimaldo corria isolado para aquele que podia ser o golo de abertura do resultado, mas não conseguiu concretizar. Esta foi uma das primeiras grandes oportunidades alcançadas pelas “águias” ao longo dos primeiros 45 minutos.

Apenas um quarto de hora depois, o árbitro João Pinheiro apontou para a marca de grande penalidade favorável ao SL Benfica, mas a decisão acabou revertida pelo vídeo-árbitro e seguiu o jogo.

O domínio dos encarnados no jogo continuou e tudo começou a correr de feição para a equipa de Jorge Jesus que, aos 39 minutos, se viu a jogar contra uma equipa desfalcada. Depois de se ver um SC Braga algo desaparecido em campo, o azar bateu à porta. Depois de já ter visto o primeiro amarelo, Fransérgio cometeu novamente falta e foi advertido com o segundo cartão que, consequentemente, levou a que fosse mostrado o cartão vermelho. Se a tarefa já parecia dificultada para os guerreiros, ainda mais difícil se tornou.

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Para fechar com chave de ouro, Rafa Silva, jogador bem conhecido do palco que acolheu este duelo, rematou para o fundo da baliza de Matheus. No último lance da primeira parte, o SL Benfica inaugurou o marcador e partiu em vantagem por 1-0 para a segunda metade.

O SC Braga e Carlos Carvalhal precisavam de refrescar as ideias e a estratégia de jogo para a segunda parte. Os arsenalistas estiveram praticamente desaparecidos na primeira parte e a expulsão do veterano Fransérgio não ajudou em nada àquilo que era, certamente, o plano de jogo dos guerreiros.

E tentaram mesmo entrar fortes depois do recolher aos balneários, mas o SL Benfica não deu muito tempo para respirar. Aos 56 minutos, Seferovic fez o gosto ao pé e aumentou a vantagem para as “águias”. Rasgou pelo meio-campo fora e rematou para o fundo das redes da baliza de Matheus.

Mesmo com a desvantagem e o jogo praticamente condenado, o SC Braga ainda voltou à carga durante os minutos que separavam o minuto 70′ e 80′. Os arsenalistas utilizavam o contra-ataque rápido para conseguir criar perigo à baliza de Helton Leite e, aos 81 minutos, Sporar podia mesmo ter inaugurado o marcador para o SC Braga e diminuído a vantagem dos encarnados, mas o guardião da Luz fez de tudo para que isso não acontecesse. Mesmo com a fraqueza que possui em jogar com os pés, Helton acabou por fazer uma boa exibição em Braga.

Nos minutos restantes, quase não existiu história para contar. Fica a ausência do SC Braga, como foi hábito, e um SL Benfica sem mãos a medir. As “águias” venceram por 2-0 no reduto dos guerreiros e assumiram, assim, o terceiro lugar que era ocupado pela equipa de Carlos Carvalhal. Continua a luta pelos lugares europeus, e o lugar na Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Rafa Silva – Começou tremido, mas apareceu, e bem, no jogo. Um golo a fechar a primeira parte com chave de ouro e uma assistência para o segundo golo do SL Benfica. Acabou por ser uma grande exibição do jogador das “águias”.

 

O FORA DE JOGO

Fransérgio – Tudo correu mal ao médio do SC Braga. Ainda não tinha terminado a primeira parte e os arsenalistas viram-se com menos uma peça no terreno depois de Fransérgio ter sido advertido com dois cartões amarelos e, consequentemente, o vermelho. Pedia-se mais cabeça fria ao veterano dos guerreiros.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal “deixou tudo como está”. Montou, novamente, um 4-2-3-1, moldável em 4-4-2 em transições defensivas, com Ricardo Esgaio e Borja subidos no terreno, no que toca às suas posições como laterais. A restante linha defensiva manteve-se ocupada por Bruno Rodrigues e Tormena.

O meio-campo compôs-se com os habituais cinco jogadores, Al Musrati e Fransérgio os mais recuados no terreno e com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz.

Com a expulsão de Fransérgio ainda no decorrer da primeira parte, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a fazer alterações. João Novais foi a jogo, em detrimento de Abel Ruiz, numa tentativa de compensar o buraco no meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (5)

Al Musrati (6)

Abel Ruiz (5)

Lucas Piazón (5)

Ricardo Horta (6)

Borja (6)

Fransérgio (3)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Rodrigues (6)

Galeno (6)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Sporar (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus alterou o seu esquema e onze escolhidos para um 3-5-2, apostando nos três centrais. A tentativa de exploração do jogo entrelinhas foi um dos fatores fulcrais do jogo do SL Benfica e que pareceu resultar. Algo que Jorge Jesus também tentou implementar na construção ofensiva dos encarnados partia da decisão de Helton Leite em bater longo ou jogar curto conforme os tempos de jogo.

Na baliza permaneceu Helton Leite, tendo uma tripla de centrais à sua frente composta por Vertonghen, Otamendi e Lucas Veríssimo. Este último acabou substituído por Jardel, depois de apresentar queixas a meio da segunda metade.

Consequentemente, Grimaldo e Diogo Gonçalves jogaram bastante subidos no terreno, praticamente ocupando o setor do meio-campo, a par de Taarabt e Weigl. Encarregues de fazer a ligação entre setores ficou Rafa Silva, que jogou atrás dos avançados de serviço Luca Waldschimdt e Haris Seferovic.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Otamendi (6)

Jan Vertonghen (6)

Lucas Veríssimo (6)

Diogo Gonçalves (7)

Rafa (7)

Weigl (6)

Adel Taarabt (6)

Grimaldo (6)

Luca Waldschimdt (6)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Pizzi (5)

Jardel (6)

Gilberto (5)

Everton (6)

Gabriel (6)