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O Estádio Cidade de Coimbra não seria, porventura, o local onde os adeptos do Sertanense queriam ver o seu clube disputar um encontro frente ao Benfica, mas não o demonstraram e, de gargantas afinadas, provaram que a festa do futebol faz-se onde estiverem apaixonados por um desporto que, dizem, está-se a tornar num espetáculo televisivo.

Pois bem, o Bola na Rede esteve no “set” onde foi “produzido” o Sertanense-Benfica e aquilo que nos apraz dizer é que, sem condimentos como o cheiro da relva molhada, a visão completa do relvado (movimentações dos jogadores) e os cânticos (sem intromissões nem filtros de voz) à desgarrada, o espetáculo pode ter sido enfadonho, com uma ou outra excepção (como a bomba de Gedson no segundo golo encarnado ou o regresso de Jonas aos golos).

A primeira parte foi aborrecida. O meio-campo do Benfica não conseguia acelerar o jogo e só a partir da meia-hora, num lance trabalhado sobre o flanco esquerdo (Yuri Ribeiro deixou boas indicações), conseguiu chegar ao golo – Rafa, na recarga a remate de Zivkovic, inaugurou o marcador.

Jogadores do Sertanense FC desfrutaram da festa da Taça
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi melhor. Rui Vitória mudou o figurino tático e passou do habitual 4x3x3 para um 4x4x2 que albergou Ferreyra (entrado para o lugar de Gabriel) e Jonas na frente de ataque. O Benfica cresceu e, naturalmente, ampliou a vantagem – Gedson, num disparo de longe, fez o segundo e Jonas, concluindo bela jogada colectiva, assinou o terceiro. O golo do miúdo primou pela espetacularidade, o do “menos jovem” pelo simbolismo do regresso aos golos de um dos melhores marcadores da história do Benfica.

O jogo estava resolvido. O Benfica pôde começar a pensar em Amesterdão (onde joga na próxima terça-feira para a Liga dos Campeões), e Rui Vitória até teve oportunidade para estrear Jota e fazer regressar João Félix à competição (seis jogadores “made in Seixal” acabaram o jogo) na formação principal das àguias.

O Sertanense esboçou uma reação, até esteve perto de marcar por Hugo Barbosa, mas Svilar estava atento. Seria um prémio simbólico, porventura mais valorizado que a receita de bilheteira. Mas não aconteceu. Vale o consolo de ter partilhado o relvado com a elite do futebol português. Vale o consolo de ter vivido a Taça de Portugal de forma intensa, ainda que não no local que mais queria. Vale o consolo de ter sido feita Taça, mesmo sem haver surpresas.

ONZES INICIAIS:

Sertanense FC: Rafa Santos; Tito, Tiago Correia, Rojas e Bruno; Kevin, Batista e Hugo Barbosa (Vladimir 84’); Davou, Pereirinha e Rafael Pires (Sócrates 69’);

SL Benfica: Svilar; Corchia, Rúben Dias, Alfa Semedo e Yuri Ribeiro; Samaris, Gabriel (Ferreyra 45’) e Gedson; Rafa (João Félix 67’), Zivkovic e Jonas (Jota 77’);

Pedro Machado

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