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A promessa da véspera foi cumprida por Rui Vitória no que à gestão do plantel diz respeito. Uma entrada a todo o gás das águias só teve efeitos práticos perto do intervalo. Os castores entraram apáticos e pouco revelaram ao longo dos 90 minutos. André Horta está de regresso e é mais uma carta a ter em conta para Rui Vitória.

Com as entradas de Jardel, Celis e Jiménez em relação à partida com o Estoril, Rui Vitória procurou mexer o menos possível no onze, tal como prometera na antevisão do encontro, visando manter a dinâmica que a equipa vinha mostrando e procurando relançar Jardel numa altura em que parece quase certa a saída de Lindelof. Com Ederson na baliza, um quarteto defensivo formado por Nélson Semedo, Luisão, Jardel e André Almeida, Fejsa e Celis com as despesas do meio-campo, e um ataque móvel à boleia de Guedes, Rafa, Jiménez e um irrequieto Cervi, os encarnados entraram determinados a resolver o jogo cedo, encostando os pacenses à sua área defensiva, com grande intensidade e rapidez na troca de bola. Aliado a tudo isso, os visitantes denotavam uma tremenda incapacidade para quebrar o ímpeto atacante do Benfica e, consequentemente, revelaram imensa dificuldade em sair com critério para o ataque.

Foram 15 minutos verdadeiramente alucinantes, com Celis, primeiro, e Rafa, depois, a beneficiarem de ocasiões soberanas para abrir a contagem. Nesse período emergiu Mário Felgueiras, guardião dos castores, a anular por duas vezes o golo encarnado. O ritmo haveria de baixar desde aí, com o Paços finalmente a conseguir marcar alguma presença no meio campo contrário, sobretudo graças a um sempre interventivo Ivo Rodrigues, que colocava em sentido o lateral Nelson Semedo. Mesmo não criando ocasiões de golo, a equipa pacense equilibrou o encontro e ia acalentando algumas esperanças de sair para o intervalo com o nulo no bolso. Mas foi já aos 40 minutos que Cervi, na recarga a um primeiro remate de Jiménez que esbarrou na defensiva pacense, enviou a bola para o fundo das redes. Estava feito o primeiro e o descanso chegava com maior tranquilidade para os encarnados.

Cervi, Gonçalo Guedes e Rafa foram algumas das figuras de jogo. (Fonte: SL Benfica)
Cervi, Gonçalo Guedes e Rafa foram algumas das figuras de jogo. (Fonte: SL Benfica)

A segunda parte, ainda que com duas oportunidades de golo criadas, só começou verdadeiramente aos 55 minutos, altura em que Rafa saiu para dar o seu lugar a Jonas. E logo o brasileiro tratou de mostrar porquê, empregando todo o perfume do seu futebol na primeira ação em que participou (toque de calcanhar absolutamente delicioso para Cervi, numa jogada que quase culminava no segundo golo). Registe-se ainda o regresso de André Horta, “reforço de inverno” para Rui Vitória, que certamente vê com bons olhos o retorno do primeiro dono da posição 8.

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De um modo geral, o Benfica limitou-se a gerir a vantagem, com um ritmo essencialmente baixo, face a um Paços completamente inoperante em termos ofensivos. Nem mesmo a entrada de Gleison resolveu as dificuldades que os castores vinham tendo na criação de oportunidades de real perigo. Um remate aos 80 minutos, de meia distância, que Ederson encaixou com facilidade, é o mais próximo que os visitantes estiveram hoje de marcar no Estádio da Luz. Contudo, sejamos justos e concordemos com o seguinte: a entrada de Vasco Rocha teve o condão de mostrar uma equipa mais atrevida em busca do empate à entrada dos dez minutos finais. A esse atrevimento final não será alheio o recuo de linhas da equipa encarnada, que procurou agarrar com unhas e dentes os três pontos que a colocam na liderança do grupo D, à espera do que façam agora Vizela e Vitória de Guimarães.

Foto de Capa: Facebook SL Benfica

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