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Após o empate caseiro frente ao rival portista, e a vitória fora de casa da equipa canarinha, Benfica e Estoril voltavam-se a encontrar para disputar o último lugar disponível para a final no Jamor. O primeiro finalista foi conhecido ontem, quando o Vitória de Guimarães se deslocou a Chaves e foi derrotado por 3-1, valendo-lhe a vitória na cidade berço por 2-0 para poder disputar a final da prova rainha.

O Benfica apresentou um onze de certa forma secundário, ficando Mitroglou, Ederson, Eliseu, Jardel e Jiménez no boletim clínico, logo de fora nas opções para este jogo. Destaque para o regresso de Grimaldo nos jogos pelo clube encarnado, este que já não jogava há 5 meses.

Deu-se o apito inicial para o jogo que fornecia o último bilhete para jogar a final da Taça de Portugal. Benfica entra com vantagem, fruto da vitória por 1-2 no terreno do Estoril.

O Benfica entrou muito forte na partida. Um Grimaldo de alta cilindrada e um Rafa de igual velocidade e qualidade encaminharam os primeiros 15 minutos. Logo a chegar aos 10 minutos, boa oportunidade para Filipe Augusto atirar de longe, mas a bola saiu sem pontaria. Pouco depois, uma arrancada de Rafa deixa-o isolado, mas adiantou demasiado a bola e rematou para a defesa de Luís Ribeiro. Houve novo lance de perigo, mas sem sucesso. Desta vez, por Cervi. Só depois dos 20 minutos de jogo é que o Estoril conseguiu causar perigo na sequência de um pontapé de canto. O Benfica continuava a ser mais perigoso que a equipa de amarelo e usava a enorme velocidade ofensiva para criar desequilíbrios. No entanto, as investidas nunca levavam ao golo.

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A surpresa chegou à meia hora de jogo, quando o Estoril se adiantava no marcador pelo pé de Bruno Gomes. Numa recuperação de bola junto à área do Benfica, a bola sobra para Bruno Gomes que pontapeia de longe, fazendo um grande golo, com a bola a bater no poste mais longínquo de Júlio César que ficou pregado ao chão. Três minutos depois, apenas, dá-se o empate na partida por parte de Carrillo. Na sequência de um canto a cair para Lisandro, Luís Ribeiro faz um disparate e alivia mal a bola do cabeceamento fraco do argentino. A bola sobra para Carrillo que empata o jogo. Perto dos 40 minutos, livre à entrada da área do Benfica deu razões para Júlio César se deslumbrar com uma boa defesa ao grande pontapé de Eduardo. Chegou o intervalo com empate a uma bola, mas com o Benfica em vantagem.

Quase não passavam 10 segundos do início da segunda parte, Carlinhos, que entrara ao intervalo, empata a eliminatória, marcando o segundo golo para o Estoril. André Almeida falha o passe que é aproveitado por Bruno Gomes. Este assiste Carlinhos. Um golo relâmpago a iniciar a segunda parte. Pouco depois, deu-se o momento de redenção de Luís Ribeiro. Um lance rapidíssimo do Benfica, por Rafa, que atrasa para Zivkovic, mas o guarda redes canarinho nega o 2-2. Momentos depois, nova defesa a impedir o Benfica de empatar a partida. Jogo renhido no Estádio da Luz. Desatenção no Estoril e pressão alta do Benfica fizeram Luís Ribeiro meter a bola fora. Lançamento rápido por Grimaldo para Rafa, mas a defensiva logo se repôs e este teve de rematar de longe. Pouco depois, Estoril a ameaçar o 1-3, mas era o Benfica que fazia o 2-2. Um golo a fazer lembrar Simão Sabrosa (embora do lado contrário). Bola na direita para Zivkovic que pontapeia em arco para o ângulo mais longe. Golaço do sérvio garante que esta eliminatória não irá para prolongamento. A defesa do Benfica andou algo distraída e desconcentrada, obrigando Júlio César a limpar o lance apertado. Carrillo quase colocava a vantagem para o Benfica com um chapéu, após desmarcação por Zivkovic, mas o poste negou o golo. De seguida, o Estoril viu Júlio César a negar, por duas vezes, o 2-3 e a vantagem na eliminatória rumo ao Jamor.

Jonas entrava para o lugar de Rafa e, no primeiro remate, com uma jogada de Zivkovic e assistência de Cervi, o brasileiro goleador colocava o Benfica, pela primeira vez, na frente do marcador. Estoril precisava de marcar dois para ir à final. Não baixou os braços e, após novo facilitismo da defesa encarnada, Bruno Gomes é assistido na área vermelha e branca para encostar para o empate a três bolas. Tudo em aberto a 15 minutos do fim da meia final. Já com Pizzi, Salvio e Kléber em campo, este último teve na cabeça o 3-4, mas Lisandro meteu-se entre a bola e o golo.

Num jogo que nunca esmoreceu, uma meia final quente desde o primeiro ao último minuto, o Benfica sofreu mais do que esperava para ultrapassar o Estoril e marcar presença na final da Taça de Portugal 2016/17. Um jogo espetacular que nos deixou colados até ao último segundo. Fica assim marcada a final no Jamor entre Vitória de Guimarães e Benfica, numa reedição da final de há quatro anos, embora Rui Vitória esteja agora do outro lado do banco de suplentes.