Publicidade

SL Benfica 3-3 GD Estoril-Praia: Rumo ao Jamor!

Pedro Afonso Estorninho · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sl benfica cabeçalho 1

Após o empate caseiro frente ao rival portista, e a vitória fora de casa da equipa canarinha, Benfica e Estoril voltavam-se a encontrar para disputar o último lugar disponível para a final no Jamor. O primeiro finalista foi conhecido ontem, quando o Vitória de Guimarães se deslocou a Chaves e foi derrotado por 3-1, valendo-lhe a vitória na cidade berço por 2-0 para poder disputar a final da prova rainha.

O Benfica apresentou um onze de certa forma secundário, ficando Mitroglou, Ederson, Eliseu, Jardel e Jiménez no boletim clínico, logo de fora nas opções para este jogo. Destaque para o regresso de Grimaldo nos jogos pelo clube encarnado, este que já não jogava há 5 meses.

Deu-se o apito inicial para o jogo que fornecia o último bilhete para jogar a final da Taça de Portugal. Benfica entra com vantagem, fruto da vitória por 1-2 no terreno do Estoril.

O Benfica entrou muito forte na partida. Um Grimaldo de alta cilindrada e um Rafa de igual velocidade e qualidade encaminharam os primeiros 15 minutos. Logo a chegar aos 10 minutos, boa oportunidade para Filipe Augusto atirar de longe, mas a bola saiu sem pontaria. Pouco depois, uma arrancada de Rafa deixa-o isolado, mas adiantou demasiado a bola e rematou para a defesa de Luís Ribeiro. Houve novo lance de perigo, mas sem sucesso. Desta vez, por Cervi. Só depois dos 20 minutos de jogo é que o Estoril conseguiu causar perigo na sequência de um pontapé de canto. O Benfica continuava a ser mais perigoso que a equipa de amarelo e usava a enorme velocidade ofensiva para criar desequilíbrios. No entanto, as investidas nunca levavam ao golo.

A surpresa chegou à meia hora de jogo, quando o Estoril se adiantava no marcador pelo pé de Bruno Gomes. Numa recuperação de bola junto à área do Benfica, a bola sobra para Bruno Gomes que pontapeia de longe, fazendo um grande golo, com a bola a bater no poste mais longínquo de Júlio César que ficou pregado ao chão. Três minutos depois, apenas, dá-se o empate na partida por parte de Carrillo. Na sequência de um canto a cair para Lisandro, Luís Ribeiro faz um disparate e alivia mal a bola do cabeceamento fraco do argentino. A bola sobra para Carrillo que empata o jogo. Perto dos 40 minutos, livre à entrada da área do Benfica deu razões para Júlio César se deslumbrar com uma boa defesa ao grande pontapé de Eduardo. Chegou o intervalo com empate a uma bola, mas com o Benfica em vantagem.

Quase não passavam 10 segundos do início da segunda parte, Carlinhos, que entrara ao intervalo, empata a eliminatória, marcando o segundo golo para o Estoril. André Almeida falha o passe que é aproveitado por Bruno Gomes. Este assiste Carlinhos. Um golo relâmpago a iniciar a segunda parte. Pouco depois, deu-se o momento de redenção de Luís Ribeiro. Um lance rapidíssimo do Benfica, por Rafa, que atrasa para Zivkovic, mas o guarda redes canarinho nega o 2-2. Momentos depois, nova defesa a impedir o Benfica de empatar a partida. Jogo renhido no Estádio da Luz. Desatenção no Estoril e pressão alta do Benfica fizeram Luís Ribeiro meter a bola fora. Lançamento rápido por Grimaldo para Rafa, mas a defensiva logo se repôs e este teve de rematar de longe. Pouco depois, Estoril a ameaçar o 1-3, mas era o Benfica que fazia o 2-2. Um golo a fazer lembrar Simão Sabrosa (embora do lado contrário). Bola na direita para Zivkovic que pontapeia em arco para o ângulo mais longe. Golaço do sérvio garante que esta eliminatória não irá para prolongamento. A defesa do Benfica andou algo distraída e desconcentrada, obrigando Júlio César a limpar o lance apertado. Carrillo quase colocava a vantagem para o Benfica com um chapéu, após desmarcação por Zivkovic, mas o poste negou o golo. De seguida, o Estoril viu Júlio César a negar, por duas vezes, o 2-3 e a vantagem na eliminatória rumo ao Jamor.

Jonas entrava para o lugar de Rafa e, no primeiro remate, com uma jogada de Zivkovic e assistência de Cervi, o brasileiro goleador colocava o Benfica, pela primeira vez, na frente do marcador. Estoril precisava de marcar dois para ir à final. Não baixou os braços e, após novo facilitismo da defesa encarnada, Bruno Gomes é assistido na área vermelha e branca para encostar para o empate a três bolas. Tudo em aberto a 15 minutos do fim da meia final. Já com Pizzi, Salvio e Kléber em campo, este último teve na cabeça o 3-4, mas Lisandro meteu-se entre a bola e o golo.

Num jogo que nunca esmoreceu, uma meia final quente desde o primeiro ao último minuto, o Benfica sofreu mais do que esperava para ultrapassar o Estoril e marcar presença na final da Taça de Portugal 2016/17. Um jogo espetacular que nos deixou colados até ao último segundo. Fica assim marcada a final no Jamor entre Vitória de Guimarães e Benfica, numa reedição da final de há quatro anos, embora Rui Vitória esteja agora do outro lado do banco de suplentes.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Zivkovic – O sérvio, além do golaço, marcou presença em todo o jogo do Benfica e foi o pulmão, tal como a velocidade, em conjunto com Grimaldo e Rafa,  do Sport Lisboa e Benfica.

O-FORA-DE-JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

André Almeida – Esteve fora da sintonia do jogo do Benfica. O capitão das águias ainda teve lances determinantes mas acabaram mesmo por levar a um golo do Estoril.

 

Artigo revisto por: Diana Martins

Pedro Afonso Estorninho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.