A CRÓNICA: EXIBIÇÃO LIMITADA E COM ERROS, MAS COM UM EMPATE NO SUSPIRO

Depois de uma derrota humilhante no Porto, o SL Benfica precisava de um estímulo para começar bem na Europa e assim foi. Aos dois minutos, a pressão alta das águias foi eficaz e Rafa cruzou para a área, onde Goldson acabou por fazer autogolo como se de um ponta de lança dos encarnados se tratasse. Assim, os encarnados nem deram tempo para os Power Rangers se prepararem para a luta.

Aos 20 minutos, Otamendi foi imprudente na sua ação e derrubou Kent, acabando o argentino expulso. Fica muitas dúvidas quanto à posição do jogador do Rangers no início da jogada. Pizzi saiu para a entrada de Jardel, mudando toda a estratégia de jogo.

Os destinos do jogo foram de mal a pior para os encarnados e, se para as águias o golo surgiu de um autogolo, para o Rangers FC foi a mesma coisa. Diogo Gonçalves a falhar totalmente o caminho de onde se deve aliviar e a bola foi parar à baliza. Nem muitos minutos depois, Kamara fez tudo com calma e dava a volta ao resultado muito facilmente (2-1). Aqui, os Power Rangers já estavam mais do que alinhados quando o “vermelho” foi expulso da equipa… e quem mandava era o azul.

Qualquer benfiquista ficou pasmado com as substituições ao intervalo dos encarnados e surgiram logo grande efeito, mas para o lado negativo. Tavernier entrou como quis e Morelos, que já tinha marcado a SC Braga e FC Porto, voltou a fazer o gosto ao pé a uma equipa portuguesa. Se o jogo estava mau para o SL Benfica, agora estava péssimo.

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Depois de domínio atrás de domínio escocês, Darwin, que ao contrário de Seferovic não desiste de uma bola, foi teimoso e construiu um lance que permitiu a Rafa encostar para reduzir para o 2-3. Mas o melhor estava guardado para o fim, quando Waldschmidt assistiu Darwin Núñez para o terceiro da noite para os encarnados, salvando, pelo menos, da derrota.

Após a expulsão de Otamendi, o SL Benfica praticou um jogo pobre e, não fosse o tango uruguaio a ouvir-se de fundo para limpar tudo o que se passou nos 90 minutos, a equipa tinha saído com a derrota. Os encarnados seguem com os mesmos sete pontos do que o Rangers FC e, na próxima jornada, vai ter uma deslocação difícil à Escócia para lutar pela liderança isolada do Grupo D.

 

A FIGURA

Darwin Núñez – A sua teimosia, rapidez e inteligência valeram (e muito) para que os encarnados saíssem deste jogo com, pelo menos, um pontinho muito precioso. Depois de ter tido um jogo para esquecer no Bessa, saiu do banco para fazer e a diferença. Quando dificuldades havia para que a bola chegasse perto do uruguaio, Darwin conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que tinha, assistiu e marcou o golo do “suspiro”.

O FORA DE JOGO

SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Otamendi – Se a sua exibição no Bessa já tinha sido má e com várias críticas, então durante este jogo volta a estar na ribalta pelas piores razões. Apesar de haver (ou não) fora de jogo, a verdade é que faz uma falta desnecessária quando a bola parecia mais do que controlada por Vlachodimos. Se Jorge Jesus acreditaria que o argentino viria para dar experiência à defesa encarnada, só tem dado motivos pelo contrário.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Depois da derrota no Bessa, Jorge Jesus procurou renovar a equipa para que não se cometesse os mesmos erros desse jogo. Diogo Gonçalves ocupou o lugar de Gilberto, Weigl entrou no onze para o lugar de Gabriel e na frente havia duas caras novas: Seferovic e Rafa. Num habitual 4-4-2, o SL Benfica voltava a procurar muito a velocidade de Rafa e Everton e o posicionamento mais central do avançado suíço na grande área.

Com Seferovic, Pizzi e Rafa havia essa primeira pressão alta e a ajuda no meio campo de Taarabt não deixavam que os escoceses conseguissem construir ou mesmo sair a jogar de forma calma e até mesmo de forma rápida com o jogo direto. A verdade é que com menos um, Jardel entrou para tapar o buraco, mas a defesa começou a mostrar as duas debilidades, principalmente ao nível de laterais de Diogo Gonçalves e de Nuno Tavares.

Ao intervalo, as substituições de Grimaldo e Gilberto, de pouco ou nada valeram para mudar o rumo do jogo e depois as entradas de Darwin e Waldschmidt também foram só para completar as cinco que os encarnados podiam fazer. A partir do momento da expulsão, os encarnados apostaram num 4-4-1 (e por vezes via-se um 5-3-1) e havia a clara intenção de jogar com bolas longas, que nunca resultavam. A teimosia de Darwin e a procura pela profundidade salvou o SL Benfica de mais uma derrota.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Diogo Gonçalves (4)

Otamendi (3)

Vertonghen (5)

Nuno Tavares (4)

Weigl (6)

Pizzi (5)

Taarabt (5)

Everton (4)

Rafa (7)

Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Jardel (5)

Grimaldo (5)

Gilberto (4)

Darwin Núñez (8)

Waldschmidt (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC

Steven Gerrard apostou num 4-3-3 como sistema tático para a equipa escocesa e aqui notava-se muito a exatidão da linha. Em relação ao último jogo da liga escocesa, o Rangers FC apenas deixou de fora Itten e Arfield e com as apostas de Kamara e Steven Davies.

Os escoceses mostravam muita dificuldade em ligar o seu jogo entre a defesa e os restantes jogadores, apostando mais por um jogo direto. A pressão alta dos encarnados eram a principal culpa para a ineficácia da construção para este Rangers FC. Havia uma clara intenção de trocar a bola de flancos de forma rápida e com a aposta sempre na profundidade tanto de Kamara como de Kent.

Com a expulsão de Otamendi, o Rangers FC fizeram o que quiserem e a superioridade numérica permitiu que as ideias que não estavam a surgir pudessem fluir da melhor forma. A verdade é que foram eficazes tanto defensivamente como ofensivamente, aproveitando a velocidade do seu trio atacante. O facto de não ter mexido quase nada (apenas a entrada de Arfield) deixou os escoceses muito vulneráveis a erros e confirmação disso são os dois golos dos encarnados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Allan McGregor (5)

Tavernier (6)

Goldson (4)

Helander (5)

Barisic (5)

Jack (5)

Steven Davies (6)

Aribo (5)

Kamara (6)

Kent (6)

Morelos (6)

SUBS UTILIZADOS

Scott Arfield (5)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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