O SL Benfica de Jorge Jesus tem adotado, ao longo da temporada, um sistema defensivo de 4x4x2, sistema tático bem caraterístico do técnico natural da Amadora. Para além de ser o esquema preferido de Jesus, foi o esquema utilizado durante praticamente toda a primeira metade da temporada, sendo que Vertonghen e Otamendi ocupavam os lugares de defesas-centrais sem qualquer dúvida. Contudo, isto viria a mudar.

No pretérito defeso, o SL Benfica emprestou Ferro ao Valência CF e fez regressar Todibo ao FC Barcelona, que depois o emprestou, novamente, ao OGC Nice. Ferro é uma sombra daquilo que já mostrou ser e Todibo, à conta de lesões, nunca teve uma verdadeira oportunidade para se mostrar de águia ao peito.

No plantel encarnado e mais propriamente no eixo da defensiva surgiam nomes como Otamendi, Vertonghen, Jardel e Morato. Ainda assim, o SL Benfica achou por bem reforçar este setor e contratou Lucas Veríssimo ao Santos FC por 6,5 milhões de euros.

Com a contratação de Veríssimo, o sistema de três centrais tornou-se numa realidade, aliás, até foi assim frente ao Sporting Clube de Braga, em jogo a contar para a Primeira Liga, que o SL Benfica venceu por duas bolas a zero.

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Lucas Veríssimo custou 6,5 milhões ao SL Benfica
Lucas Veríssimo veio trazer mais versatilidade tática à equipa
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

A verdade é que um sistema com três defesas pode ser a melhor opção para o SL Benfica nesta altura. Vertonghen e Otamendi serão os “patrões” da defesa, enquanto Lucas Veríssimo será o central que, por ter uma técnica mais apurada e facilidade em sair com bola controlada, será um distribuidor de jogo de primeira instância, ou seja, funcionará como um central construtor de jogo.

Para as laterais, Diogo Gonçalves (direita) e Grimaldo (esquerda) são os nomes que se perfilam para assumir as respetivas posições. Cervi, Nuno Tavares e Gilberto são as restantes opções para desempenhar estas funções.

Pessoalmente sou adepto de uma defesa a três com capacidade em sair a jogar, até porque isto confere mais liberdade tanto para se jogar pelas linhas com laterais mais subidos no terreno de jogo, como possibilita que hajam mais jogadores no corredor central. Com três centrais, os médios não têm de recuar no terreno, fazendo com que a equipa se mantenha equilibrada, especialmente na zona central.

Outra vantagem desta tática é que acaba por limitar as opções aos adversários, uma vez que acaba por cortar, quase por completo, a possibilidade de jogarem entrelinhas, obrigando a equipa contrária a canalizar o seu jogo para as laterais, onde é mais fácil de controlar.

Um dos grandes problemas deste SL Benfica nesta temporada são as transições defensivas e, com a aposta neste 3x5x2, Jorge Jesus disfarça aquela que era uma das maiores debilidades desta equipa ao colocar mais jogadores no centro do jogo, disfarçando lacunas de jogadores como Taarabt e até mesmo Pizzi que, por serem mais “ousados”, acabam por expor a equipa a perdas de bola em zonas comprometedoras do terreno.

Assim, uma aposta num esquema tático com três centrais parece-me ser uma realidade deste SL Benfica que tem, certamente, jogadores capazes de desempenhar na perfeição aquilo que Jorge Jesus pretende.

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