O plano de desconfinamento proposto pelo Governo prevê o regresso do público aos estádios de futebol no início de maio, apesar da diminuição de lotação. Para os amantes do desporto rei, esta foi uma das melhores notícias dos últimos tempos, e para os benfiquistas não foi exceção. É caso para dizer que os adeptos sentem falta de ir ao estádio apoiar o clube que amam, e também é notório que o SL Benfica precisa deles.

A 29 de outubro de 2020, o Estádio da Luz foi palco de um dos jogos-teste com público. O SL Benfica recebeu e venceu por 3-0 o R Standard Liège, com dois golos de Pizzi e um de Waldschmidt, na segunda jornada da fase de grupos da UEFA Europa League. Este jogo foi um excelente exemplo da falta que os adeptos sentiam de ir ao estádio. Ainda que tenham sido apenas 4875, cerca de 7% da lotação do Estádio da Luz, o comportamento dos que estiveram presentes foi exímio e digno de ser repetido.

Há uns tempos atrás diria que a equipa precisava de motivação ou até mesmo de levar um “abanão”, devido às más prestações que vinha a ter dentro das quatro linhas e não havia ninguém melhor para conseguir esse feito do que os adeptos encarnados. Com o que se tem visto nos últimos jogos, essa má fase parece ter terminado (ou pelo menos atenuado). Neste momento, a presença de público era uma ajuda muito importante para a equipa encarnada.

Os jogadores querem vencer os jogos que faltam até ao final da Primeira Liga e a presença dos benfiquistas era, sem dúvida, o maior e o melhor reforço para satisfazer essa ambição. Muitas das vezes são eles que ajudam a resolver jogos mais complicados. Uma pequena motivação vinda da bancada pode alterar o desempenho dos jogadores e, consequentemente, o rumo do jogo.

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Já passaram quase cinco anos, mas o golo decisivo de Raúl Jiménez, frente ao Rio Ave FC, a 24 de abril de 2016, continua bem presente na memória de todos os benfiquistas. O mexicano marcou aos 73 minutos e os adeptos encarnados proporcionaram um autêntico espetáculo nas bancadas do Estádio dos Arcos. Esta é só mais uma prova de que os adeptos são algo insubstituível num jogo de futebol.

Pensar na hipótese de que muitos dos jogadores, que estão a vestir o “Manto Sagrado” esta época, podem nunca chegar a conhecer a verdadeira paixão dos adeptos benfiquistas é algo doloroso. Como disse uma vez Javier Saviola, “essa paixão é genuína e inexplicável e sente-se dentro de campo“. Por muito que os adeptos apoiem os jogadores fora das quatro linhas, é no estádio que se vive realmente o que o antigo jogador confessou.

Futebol não é futebol sem adeptos. Resta agora esperar que o público regresse aos estádios, para se comprovar que não há melhor reforço do que a presença dos aficionados do clube nas bancadas.

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