SL Benfica tem matado, mas não tem um “matador”

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    Benfica

    O SL Benfica de Roger Schmidt vai de vento em popa e, pelo menos dentro do onze habitualmente titular, parecem escassear lacunas claras na equipa que lidera isolada o campeonato português e que tem já esta terça-feira uma primeira oportunidade para garantir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. No entanto, haverá sempre arestas por limar e pontos a melhorar. Um deles, parece-me, prende-se com a posição mais adiantada no terreno.

    Gonçalo Ramos é, desde o início da temporada, o indiscutível titular na ponta da lança bem afiada por Schmidt. Todavia e pese embora o árduo e importante trabalho do jovem português – sobretudo sem bola, na pressão incansável que exerce sobre a construção oponente, mas também sem bola, pelos movimentos de arrasto e pela forma como desce no terreno para permitir o surgimento dos médios em zona de finalização -, os golos têm escasseado.

    A equipa vai somando jogos sem perder e a falta de golos do ponta-de-lança não vai tendo impacto. Mas pode vir a ter. A necessidade de o SL Benfica ter um avançado concretizador – um “matador” – pode revestir-se de maior importância num momento da época em que Rafa ou João Mário, por exemplo, atravessem uma fase de menor produtividade. É aí que poderá vir a residir o primeiro grande problema deste SL Benfica.

    Apesar de não rarearem os avançados no plantel encarnado, parece faltar um claro “matador”. Ramos não o tem sido, Rodrigo Pinho ainda não conseguiu mostrar a sua veia goleadora na equipa A com Roger no comando, Henrique Araújo continua a ser “preparado”, segundo o técnico alemão, mas não tem comparecido aos jogos da equipa principal, por opção técnica, e Musa, ainda que tenha mostrado vontade e até apontado golos já nos poucos minutos que teve de águia ao peito, não dá, para já, totais garantias de poder vir a ser o finalizador que poderá faltar às águias ao longo da temporada.

    Dependendo do que acontecer até ao final de dezembro, poderá ser justificável os encarnados avançarem por um avançado altamente concretizador em janeiro, sendo sempre inevitável a saída de Rodrigo Pinho. No entanto, esse cenário não é, de momento, o mais plausível. A equipa joga bem, fatura e ainda haverá oportunidades para os avançados que compõem o plantel melhorarem os seus números. Não deixa de ser, ainda assim, o foco de menor fulgor deste SL Benfica: faltam golos aos pontas-de-lança.

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    Márcio Francisco Paiva
    Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
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